MP age para tentar evitar greve da polícia do Rio durante a Copa

Mensagens no Whatsapp convocam a categoria para paralisar atividades no dia 15 de junho

iG Minas Gerais |

Grande Recife. O Instituto de Criminalística esteve no supermercado Arco Íris, em Abreu e Lima (PE), para perícia.
A rede Arco-íris contabilizou prejuízo de R$ 700 mil com o saque a apenas uma de suas lojas
IGO BIONE/ESTADÃO CONTEÚDO
Grande Recife. O Instituto de Criminalística esteve no supermercado Arco Íris, em Abreu e Lima (PE), para perícia. A rede Arco-íris contabilizou prejuízo de R$ 700 mil com o saque a apenas uma de suas lojas

Rio de janeiro. O Ministério Público Federal abriu procedimento para investigar a adesão de policiais militares do Rio de Janeiro à paralisação durante a Copa. Mensagens transmitidas pelo aplicativo de celular Whatsapp convocam a categoria para greve no dia 15 de junho.  

“Greve de militar é inadmissível. Quando se coloca a farda pela primeira vez, a primeira coisa que se aprende é que não se pode fazer greve. Ele sabe que está rompendo um dogma sagrado da instituição. A medida será a prisão imediata dos líderes da greve, assim como aconteceu em Pernambuco”, afirmou o procurador Fernando Aguiar, coordenador do Grupo de Controle Externo da Atividade Policial (CGEAP/RJ).

O caso é tratado pelo Ministério Público Federal porque, se houver greve, as Forças Armadas e a Força Nacional de Segurança Pública são mobilizadas e esses órgãos estão sujeitos ao controle externo do MPF.

Aguiar informou que conversou com o comandante da Polícia Militar, Luís Castro, e que este disse considerar “improvável” a paralisação. “Ele atribuiu as mensagens a um grupo pequeno, sem organização, sem apoio das associações policiais”. Aguiar também está acompanhando o movimento de paralisação nacional marcada para 21 de maio das categorias policiais.

“Manifestação podem fazer à vontade. Só não podem parar de trabalhar. A consequência é a desgraça social. Vira a lei do mais forte”, afirmou o procurador. Policiais civis fazem assembleia nesta segunda-feira para decidir se aderem à paralisação do dia 21.

O sindicato da categoria, Sinpol, informou que terminou no dia 15 o prazo para o governo incluir no orçamento deste ano a incorporação da Gratificação de Delegacia Legal (GDL) no valor de R$ 850.

A incorporação havia sido prometida pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). Já as associações de policiais militares informam que não há intenção de aderir à paralisação. “Se estamos negociando com o governo, não vamos nos precipitar. Vamos esperar proposta concreta. Não vamos permitir que grupos isolados puxem movimento sem ter representatividade”, afirmou o presidente da Associação de Praças da PM, Vanderlei Ribeiro.

O Rio Ônibus, sindicato das empresas de ônibus da cidade do Rio, divulgou nessa sexta nota de repúdio ao movimento “catraca livre”, cogitado por motoristas e cobradores grevistas. Nessa sexta, um grupo de dissidentes cogitou permitir que, no próximo ato, os passageiros deixem de pagar a passagem. Motoristas e cobradores farão uma nova assembleia para definir os rumos da greve na próxima terça-feira, 20. Para o Rio Ônibus, a catraca livre seria “um ato ilegal que constitui crime”. Ônibus.

Goiânia fica sem transporte

Goiânia.Grande parte da população da região metropolitana de Goiânia que depende de ônibus amanheceu nessa sexta com o serviço comprometido. Foi o segundo dia consecutivo de paralisações, protestos e depredação de mais de 20 ônibus da frota que atende a região. Na área sul houve bloqueio na principal garagem e isto gerou um efeito cascata pelos terminais, iniciando no terminal Bandeiras. No Distrito Federal, os rodoviários da viação Riacho Grande, que cruzaram os braços na manhã dessa sexta, por causa de atrasos nos salários, encerraram a greve durante a tarde após receberem um cheque da empresa.

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