Tapas e pintxos em Barcelona

iG Minas Gerais | Renato Quintino |

Muitas opções de azeites espanhóis estão no mercado La Boqueria, em Barcelona
Renato Quintino/divulgação
Muitas opções de azeites espanhóis estão no mercado La Boqueria, em Barcelona

Como o Rio de Janeiro, Barcelona é uma cidade grande com praias e, como Paris, é uma cidade de bulevares, porém, com a vantagem de ter as cores, a temperatura e a descontração mediterrânea.

Mas, ao contrário do Rio, que tem sua cultura voltada para o mar, em Barcelona, embora tenha o estilo de vida litorâneo – em Barceloneta, por exemplo, há calçadão, ciclovias e vôlei e futebol de praia – a grande referência de sua cultura e identidade está no seu “interior”.

Celebrando a cultura catalã, a cidade se define num estilo próprio, que vai das obras de Gaudí e Miró à gastronomia. Dona de uma cultura distinta – e vivendo num relativo isolamento (quem, além de um nativo, sabe falar catalão?) – e de um grande cosmopolitismo (Barcelona é uma das cidades mais visitadas do mundo), é natural que dali surgisse uma cozinha original e de vanguarda. Barcelona e seu entorno abrigou os restaurantes, que, nos últimos quinze anos, foram as maiores referências internacionais, como o El Bulli, de Ferrán Adriá, e o El Celler de Can Roca, dos irmãos Roca.

Clássicos

A cidade tem ainda, em suas imediações, a produção de cavas (espumantes), como em Penedés (a 45 minutos de trem, da praça Catalunha), de vinhos de ponta, no Priorat, além de restaurantes estrelados e muitos bares de tapas, que celebram os sabores catalão e basco.

Além de uma obrigatória visita ao mercado La Boqueria, os bares de tapas e pintxos (tapas bascos) são a melhor maneira de provar sua rica e deliciosa cozinha. O bacalhau é o peixe dominante, seja no clássico com aiölli (molho) e mel, recheando pimentões, ou nas versões locais da “brandade” provençal; os frutos do mar são preparados na simples (e perfeita) combinação de salsa, alho e azeite ou nas versões com o onipresente pimentón (páprica).

Molhos e temperos à base de páprica estão nos pratos de batatas, como as clássicas papas bravas, acompanhando polvo (à Galega) ou em tortilhas. O sofregit – mistura de cebola, azeite e tomate – é a base de quase tudo; as aves são servidas com frutas – como no espeto de magret, de canard, maçãs e foie gras – e até as mini-hamburguesas podem ser inesquecíveis.

Se para começar não há nada como o pan con tomate e os bikinis (sanduíches quentes de pão de forma, com queijo e presunto serrano, sendo alguns deles trufados), para finalizar, um bom crema catalana é imbatível. Afinal, como a “quinta de Beethoven”, não é por acaso que um clássico se tornou um clássico.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave