Com um quê a mais

Balneário pernambucano oferece excelente infraestrutura sem perder sua originalidade

iG Minas Gerais | Renato Torres |

A jangada, embarcação típica da região, colore a praia de Portos de Galinhas
Renato Torres
A jangada, embarcação típica da região, colore a praia de Portos de Galinhas

O visual é estonteante: praias banhadas por um mar de águas claras e quentes, piscinas naturais e coqueiros por toda a parte, o que nos dá a certeza de que Porto de Galinhas é, sim, um pedaço do paraíso. O distrito, pertencente ao município de Ipojuca, na região metropolitana do Recife, fica a 65 km da capital pernambucana.

Curioso, o nome do lugar teve origem no período do fim da escravidão no Brasil. Na época, os contrabandistas de escravos traziam da África, em navios clandestinos, negros escondidos entre as gaiolas cheias de galinha d’angola e, quando chegavam ao porto da região, eram oferecidos aos senhores de engenho, que dominavam a economia local com suas plantações de cana-de-açúcar, utilizando-se de mão de obra barata.

A triste história, porém, fica apenas na lembrança daqueles que a conhecem. Hoje, a mesma galinha que era usada para acobertar aquela triste realidade tornou-se um símbolo de orgulho local: enfeita e colore a cidade, desde o abrigo do telefone público até as obras de arte esculpidas em troncos de coqueiro, passando pelas lojas de artesanato encontradas na vila.

Visitantes

Atualmente, Porto de Galinhas é destino certo para turistas de todas as idades. A vila, de cerca de 4.000 habitantes, chega a receber 800 mil visitantes ao ano, segundo a Secretaria de Turismo de Ipojuca. São famílias em busca de lazer e de diversão, casais à procura de momentos românticos e jovens que querem curtir o contato com a natureza e a adrenalina de esportes radicais.

 

ORIGINALIDADE E REQUINTE

Carcará: Em Porto de Galinhas, visite o ateliê do Carcará, artista responsável pelas famosas galinhas entalhadas em troncos de coqueiro, espalhadas pela vila, que chegam a pesar entre 200 e 300 kg. Com um trabalho voltado para a sustentabilidade, ele utiliza, além da madeira, sobra de outros materiais encontrados na natureza para fazer suas obras de arte. Visitas diárias das 9h às 17h.

Nannai: Uma das opções de hospedagem é o Nannai Resort & Spa, na praia de Muro Alto – a cerca de 9 km da vila – , num ambiente que preza pela integração com a natureza, sem abrir mão do conforto e da privacidade. Entre os seus diferencias, que inclui um serviço completo de spa, o Nannai oferece ao entardecer, diariamente, um café colonial, outra atração à parte.

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