Polícia apresenta cinco suspeitos de integrar quadrilha em Ibirité

Gangue traficava drogas na região e estava em guerra com outro bando do Barreiro; conflito teria sido responsável por 16 mortes na região em menos de 1 ano

iG Minas Gerais | ALINE DINIZ |

Polícia Civil apresentou cinco suspeitos de integrar quadrilha que cometia assassinatos em Ibirité e na região do Barreiro
OSWALDO RAMOS
Polícia Civil apresentou cinco suspeitos de integrar quadrilha que cometia assassinatos em Ibirité e na região do Barreiro

A Polícia Civil de Minas Gerais apresentou, nesta sexta-feira (16), cinco suspeitos de integrar a quadrilha do Morada da Serra, que traficava drogas em Ibirité, região metropolitana de Belo Horizonte.

O grupo era comandado de dentro da penitenciária Nelson Hungria e estava em guerra com uma quadrilha da região do Barreiro. Investigações da Polícia Civil indicam que, em menos de um ano, 16 pessoas morreram em função deste conflito, além de outras nove tentativas de assassinato envolvendo as duas gangues.

Quadrilha do Morada da Serra

O grupo era liderado por José Pereira da Silva Neto, 28, conhecido Pereira, que estava preso por tráfico de drogas na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem. Ele dava ordens através de ligações telefônicas e mensagens passadas a visitantes.

O irmão dele, Wallison Flaviano Pereira, 21, apelidado Meleca, foi preso nessa sexta, e comandava a quadrilha do lado de fora da cadeia. Além dele, a polícia também prendeu nessa sexta Genésio Barbosa Ferreira, 26, que seria o principal executor. Com os dois, foram apreendidas sete carregadores, cartuchos, munições e um revólver calibre 45. Eles estavam na casa de uma irmã de Wallison e Pereira, no bairro Primavera, em Ibirité.

Os outros dois integrantes da quadrilha são Hiago Henrique Oliveira, 19, conhecido como Ratão, preso desde o dia 5 de maio, e Antônio Josivan da Silva, 19, que foi preso por porte ilegal de arma no dia 3 de abril, e que seria um dos executores do bando.

O suposto líder da quadrilha nega os crimes. “Não tenho nada para falar, não comando nada, eles têm que provar”, se defende José Pereira da Silva Neto.

Guerra por pontos de drogas

A Polícia Civil informou que a quadrilha do Morada da Serra já disputava pontos de vendas de drogas com a Gangue da rua C, do Barreiro, mas a violência se intensificou há cerca de um ano. Segundo as investigações, a noiva de Pereira se envolveu com o dono de uma oficina de motos no Barreiro, e por isso o chefe da quadrilha deu a ordem para que o mecânico fosse executado. A vítima não tinha ligação com o tráfico, mas o crime deu início a uma série de assassinatos entre os grupos das duas regiões.

A Polícia Civil já expediu mais três mandados de busca e apreensão que não foram concluídos, e também investiga mais criminosos envolvidos no conflito. “Acredito que os bairros Primavera, Morada da Serra e Águia Dourada, em Ibirité, e o bairro Independência, no Barreiro, deverão ficar mais tranquilos para a população após essas prisões”, comenta Antonio Harley Alencar Alves, da delegacia de Polícia Civil do Barreiro.

O chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa, Wagner Pinto, destaca o trabalho em conjunto das delegacias na região “Foi um trabalho integrado entre as polícias de Ibirité e do Barreiro, porque as gangues atuam em uma área de divisa”.

Os dois homens presos hoje foram encaminhados para o centro de Remanejamento do Sitema Prisional (CERESP), no bairro Gameleiras. Além dos oito mandados de prisão, concluídos ou em execução, a Polícia Civil informa que investiga mais envolvidos nos conflitos entre as duas gangues.

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