Após suspeita de adulteração, empresa suspende produção de leite

Ministério Público recebeu denúncia anônima e investiga o caso; se produzir o produto, cooperativa pode pagar R$ 10 mil de multa por dia

iG Minas Gerais | CAROLINA CAETANO |

A Cooperativa Agropecuária Paraisense (Coolapa), que tem sede em São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas, suspendeu a produção e leite pasteurizado na última quarta-feira (14). A decisão foi tomada após a investigação do Ministério Público (MP) de uma suposta adulteração no produto com uma quantidade de sora acima do permitido.

De acordo com um dos advogados que representa a cooperativa, Guilherme Borges, o problema começou após uma denúncia anônima em outubro de 2013.

“Em fevereiro, o Ministério Público recolheu uma amostra do leite em um estabelecimento comercial e mandou para uma análise laboratorial. Além disso, foi instaurado um processo administrativo e pedida a proibição do leite, sob pena de multa no valor de R$ 10 mil diário”, explicou Borges.

Ainda segundo o defensor, no resultado do MP foi apontada uma alteração no  CMP, que é uma  proteína encontrada no leite. No entanto, ainda conforme a defesa, isso não significa que houve adição de soro no leire. “A  Coolapa não acompanhou os procedimentos do MP e como a amostra foi coletada e armazenada. No resultado não foi esclarecida a origem do aumento do CMP”, disse.

A cooperativa pegou uma amostra do mesmo lote e mandou para um outro laboratório credenciado pelo Ministério da Agricultura. No resultado dessa análise, de acordo com o advogado, não ouve indícios de adulteração.

“Já apresentamos ao MP a cópia de dois laudos técnicos e pedimos que revogue a decisão de embargue de produção. Nós não tivemos direito de defesa”, disse o advogado.

A reportagem de O Tempo tetou contato com o promotor responsável pelo caso,  Rodrigo Colombini, mas ele não foi localizado para comentar o caso.