Quinta-feira de protestos em grande parte do Brasil

A última quinta-feira (15) foi marcada por atos nas principais cidades do país, organizadas por dezenas de movimentos sociais e sindicais, convocadas pela internet.

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Members of the Homeless Workers Movement protest against the money spent on the World Cup near Itaquerao stadium which will host the international soccer tournament's first match in Sao Paulo, Brazil, Thursday, May 15, 2014. Brazilians are angry at the billions spent to host the World Cup, much of it on 12 ornate football stadiums, one-third of which critics say will see little use after the big event. The banner is a message for Brazil's President Dilma Rousseff. which reads in Portuguese:
Associated Press
Members of the Homeless Workers Movement protest against the money spent on the World Cup near Itaquerao stadium which will host the international soccer tournament's first match in Sao Paulo, Brazil, Thursday, May 15, 2014. Brazilians are angry at the billions spent to host the World Cup, much of it on 12 ornate football stadiums, one-third of which critics say will see little use after the big event. The banner is a message for Brazil's President Dilma Rousseff. which reads in Portuguese: "Dilma, we're here. We want your answer. We're your wake up call." (AP Photo/Andre Penner)

Sudeste

Em São Paulo, grande parte dos protestos foram coordenados pelo Comitê Popular da Copa de São Paulo e contaram com a ajuda do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e do Movimento Passe Livre. Além disso, cerca de 10 mil professores e servidores da rede municipal da capital paulista realizaram uma nova manifestação e decidiram manter a greve iniciada no dia 23 de abril. De acordo com o principal sindicado da categoria, o Sinpeem, os servidores reivindicam a incorporação de 15,38% anunciado pela prefeitura, aos profissionais que recebem o piso salarial.

Durante a noite, o ato contra a Copa que reuniu cerca de 1.200 manifestantes na avenida Paulista terminou em confronto com a Polícia. Cerca de 20 black blocks foram presos com coquetéis molotov e martelos na avenida Augusta.

Cerca de 3 mil professores da rede municipal do Rio de Janeiro também realizaram protesto na última quinta. Eles se reuniram na Tijuca, zona norte da capital fluminense. Os profissionais estão em greve desde a última segunda-feira (12) e irão dar continuidade a paralisação.  Durante a noite, um ato contra  a Copa reuniu além de professores, vigilantes que também estão em greve, estudantes e rodoviários na avenida Presidente Vargas, no centro do Rio. O ato foi convocado através das redes sociais e seguiu tranquilo durante o início da noite, sem ocorrências da Polícia Militar.

Sul

Em Porto Alegre, as manifestações contaram com a participação dos funcionários de institutos e universidades públicas que entraram de greve na manhã desta quinta-feira. Cerca de 150 pessoas realizaram passeata pelas ruas centrais complicando o trânsito na capital gaúcha.  Além disso, um outro ato mobilizou os servidores municipais que reivindicavam reajuste salarial de 20%.

Nordeste

De acordo com a Polícia Militar, em Fortaleza,  policiais e manifestantes entraram em confronto durante ato contra a Copa que passava pela avenida Expedicionários, no bairro Vila União. Os manifestantes seguiam com destino à sede da Etufor (Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza). Devido ao confronto, comerciantes fecharam as portas.

A situação foi complicada no Recife, devido a greve dos policiais militares e bombeiros. Houve registro de dezenas de saques e rodovias interditadas por bandidos para realizar assaltos. Aproximadamente oito pessoas foram assassinadas durante a madrugada. O Tribunal de Justiça de Pernambuco determinou o fim da greve dos policiais no Estado e determinou que a categoria retomasse imediatamente os trabalhos. A hashtag #hellcife foi lançada nas redes sociais para registrar o caos que a cidade passou.