Amil vai construir hospital na região do Alterosas

Futuro complexo hospitalar ainda inclui a construção de uma faculdade de medicina; projeto da Fundação Medioli atrai empresas

iG Minas Gerais | Da Redação |

Vittorio Medioli e Edson Bueno (ao centro), no sábado (15)
Jean Victor
Vittorio Medioli e Edson Bueno (ao centro), no sábado (15)

Projeto elaborado pela Fundação Medioli com o objetivo de aproveitar a bacia de contenção localizada às margens da avenida Marco Tulio, no bairro Jardim das Alterosa, no entroncamento com a Via Expressa, irá criar no município um centro de referência hospitalar. As negociações envolvem diretamente o grupo Mater Dei, de Belo Horizonte, e a Amil, maior grupo de medicina privada do mundo, além de uma faculdade de ciências médicas.

Na área indicada pelo projeto, está prevista a construção de um hospital de 160 leitos de média complexidade, com perfil voltado para convênios e prestação de serviços remunerados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Já a faculdade de medicina interessada em fazer parte do complexo terá como disponibilizar outros dez ambulatórios e dez salas de aulas, podendo, assim, interagir com as futuras unidades hospitalares.

O Grupo Mater Dei, que pretende estender os seus serviços para a região metropolitana de Belo Horizonte, optou por adquirir uma área contígua, mas já estuda a forma de manter a integração prevista no projeto elaborado pela Fundação Medioli.

Já a Amil decidiu adquirir da prefeitura a área que inicialmente se destinava ao Mater Dei. A empresa pretende erguer nesse local um hospital de média complexidade sobre uma planta de seis andares. De acordo com diretores do grupo, o terreno, de aproximadamente 13 mil metros quadrados será comprado do município. Estima-se que o valor do metro quadrado da região custe cerca de R$ 250.

Ao contrário da Unimed, que, em um primeiro momento exigiu da prefeitura a doação de um terreno para construir seu hospital, a Amil entende que o município deve ser remunerado, conforme recomendações feitas pelo Ministério público. O projeto do hospital da Amil envolve um montante de R$ 60 milhões, e sua planta, além dos 160 leitos, inclui quatro salas cirúrgicas e setores especializados, como pediatria e obstetrícia, uma unidade de Pronto-Atendimento 24 horas e uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), com 11 leitos.

As negociações entre a Amil e a Fundação Medioli, que vai entrar com o projeto e os estudos de viabilidade técnica, estão ocorrendo desde 2013, quando o presidente da fundação, Vittorio Medioli, apresentou o projeto à prefeitura e esta conseguiu aprová-lo na Câmara de Vereadores.

Desde então, Betim possui uma lei de incentivo à sáude que prevê a melhoria do sistema municipal de saúde como um todo e a facilitação para que médias e pequenas empresas possam garantir atendimento a seus funcionários com planos de saúde privados.

No último sábado (15), um dos proprietários da Amil, Edson Bueno, foi recepcionado na sede do Grupo Sada pelo empresário Vitttorio Medioli. Juntos, eles sobrevoaram a região onde está localizado o terreno indicado.

O secretário municipal de Saúde, Mauro Reis, também já se reuniu com a diretoria da Amil. Segundo ele, o prefeito Carlaile Pedrosa autorizou que se desse prioridade aos entendimentos feitos com a Amil, que, em breve, seguirão para a Câmara Municipal.

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