Dona de casa se revolta contra ‘privilégios’

A dona de casa Sandra Maria de Oliveira, que aguarda há mais de seis anos uma cirurgia para implantação de duas próteses nas pernas, se diz revoltada com o que considera um privilégio de pessoas ligadas à Prefeitura de Betim.

iG Minas Gerais | Evandro Teles |

Dona de casa não consegue cirurgia para os joelhos
Nelson Batista
Dona de casa não consegue cirurgia para os joelhos

A dona de casa Sandra Maria de Oliveira, de 56 anos, que aguarda há mais de seis anos uma cirurgia para implantação de duas próteses nas pernas, se diz revoltada com o que considera um privilégio de pessoas ligadas à Prefeitura de Betim.

“Tenho um problema crônico de desgaste nos joelhos. A Secretaria de Saúde inventa argumentos para não liberar minha cirurgia. Já disseram que a intervenção só pode ser feita quando completar 60 anos. Dizem também que o equipamento necessário ao procedimento está quebrado e, agora, falam que é procedimento complexo e que só pode ser feito em hospitais da capital. Isso tira minha alegria de viver, pois a dor é intensa e já não tenho vida social. A revolta aumenta ao saber que privilegiados ganham mesmo sem precisar”, desabafa.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que o procedimento deve mesmo ser executado em Belo Horizonte, conforme pactuação entre os municípios. A solicitação, segundo o órgão, já foi enviada para a central de regulação da capital.

Mais casos

Conforme já noticiado por O Tempo Betim em edições anteriores, outros pacientes da cidade também sofrem com a falta de remédios e bafômetros. Um deles é a dona de casa Maria Izabel Gomes Santos, 41, que luta há meses para conseguir tratar o filho Diego Gomes Teixeira, 20, portador de autismo, alteração que afeta a capacidade de comunicação e de socialização. Devido às fortes dores de dente que ele sente, ele acaba se mutilando. Entretanto, para realizar o tratamento, ele precisa de uma anestesia que a prefeitura não disponibilizava.

Quem também teve o pedido negado pela prefeitura foi o jovem Emerson Fernandes Maciel, 20. De família carente, ele é portador de glioblastoma multiforme, um tipo de tumor cerebral considerado maligno, e aguarda, desde 2013, pelo remédio Temozolamida, que custa R$ 3.002,37 a caixa.

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