O santo

iG Minas Gerais | Diego Costa |

Leonardo Lara - 14.6.2009
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Devoto confesso de Nossa Senhora do Caravaggio, Felipão gosta de ter um “santo” no elenco. Em 2002, São Marcos foi o titular do gol brasileiro na conquista do pentacampeonato. Em 2014, o milagreiro da vez é São Victor, o goleiro do Atlético. Decisivo no ano passado, ele segue salvando o Galo nesta temporada e operando improváveis defesas em campo. Victor Leandro Bagy é natural de Santo Anastácio, no interior paulista. Aos 31 anos, vive a melhor fase da carreira. Seleção brasileira não é novidade para ele. Após passagem pelo Paulista, de Jundiaí-SP, foi contratado pelo Grêmio, em 2007. Foi convocado para servir o Brasil comandado pelo técnico Dunga. Viveu a expectativa de ser chamado para a Copa de 2010, o que não aconteceu. Ainda no Grêmio, voltou a ser lembrado já pelo técnico Mano Menezes. No entanto, em 2011, as atuações no time do Rio Grande do Sul já não eram as mesmas. Em 2012, ele chegou à Cidade do Galo. E foi em terras mineiras que voltou a ser o grande goleiro. Na reta final da Libertadores, foram três pênaltis defendidos que foram essenciais para a conquista da Libertadores. O mais emblemático foi contra o Tijuana, do México, pelas quartas de final do torneio, no último minuto do jogo. Ele ainda segurou outros dois, um na semifinal, contra o Newell’s Old Boys-ARG, e na decisão, diante do Olimpia-PAR. Neste ano, manteve a regularidade e aumentou a sua aura de santidade.

Qualidade também fora de campo O destaque do goleiro Victor no futebol rompe a barreira das quatro linhas. Além de ser um dos grandes atletas da posição no momento, o arqueiro do Galo também se notabiliza por algo pouco comum no Brasil. Ele faz parte de um seleto grupo de jogadores brasileiros que têm formação em nível superior. E conseguiu conciliar as aulas com os treinos na equipe júnior e até no profissional. Ainda nos tempos de Paulista de Jundiaí-SP, onde ele foi formado, Victor concluiu a graduação em educação física na faculdade do município. O goleiro já relatou que teve de estudar na concentração para fazer o trabalho de conclusão do curso e terminar a faculdade, que foi de 2001 a 2005.

Momento inesquecível Defesa do pênalti contra o Tijuana, nas quartas de final da Copa Libertadores da América. O jogo estava empatado em 1 a 1, e o goleiro defendeu a cobrança de Riascos, no último minuto, garantindo a classificação do Galo.

Ponto Forte Victor cresce em momentos decisivos

Ponto Fraco O arqueiro peca na reposição de bola com os pés

 

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