Taxistas pedem socorro e clamam por segurança

Polícia Militar informou que irá atuar nos pontos solicitados pelos profissionais a fim de atender as necessidades da categoria, deixando-os mais seguros durante

iG Minas Gerais |

Protestos. 
Taxistas se uniram em carreata nas principais avenidas da cidade para pedir mais segurança e melhores condições de trabalho
Lincon Zarbietti / O Tempo
Protestos. Taxistas se uniram em carreata nas principais avenidas da cidade para pedir mais segurança e melhores condições de trabalho

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Números

De acordo com dados da Transcon, atualmente o município de Contagem possui 371 táxis atuantes de forma legal. Já em Belo Horizonte o número é de

6.560, e em Betim são 78 táxis legais.

Em 2005, um taxista, pai de família, saiu de casa para ganhar o pão de cada dia. Infelizmente, ele foi mais uma vítima de assaltos em Contagem.

Durante o velório os colegas de trabalho se mobilizaram e fizeram carreata e buzinaço em sinal de despedida e também de protesto.

De lá pra cá somam-se nove anos, e a situação dos taxistas continua crítica. No último dia 8, um grupo de taxistas fechou a avenida João César de Oliveira, no bairro Eldorado, reivindicando mais segurança à categoria.

Na ocasião, aproximadamente 35 carros interromperam o tráfego, e os manifestantes seguiram em carreata até o encontro com a avenida Babita Camargos, na Cidade Industrial.

Segundo o taxista Welber Moreira, a manifestação foi realizada com o objetivo de chamar a atenção das autoridades para a situação de insegurança em que vivem os motoristas. “Três taxistas foram assaltados no mesmo dia na cidade. Isso foi a gota d’água que nos levou à manifestação”, revelou.

Reivindicações

Nos últimos meses os taxistas foram alvo de assaltos, elevando o índice para números preocupantes. De acordo com Richard Soares, também taxista na cidade, os registros apontam quatro assaltos por dia e uma morte por mês. “Eu já fui assaltado cinco vezes. No dia após a manifestação fui assaltado novamente”, contou.

Ele disse ainda que grande parte dos colegas de trabalho não registra boletim de ocorrência, o que impede a contabilização dos números exatos.

Ações

Diante do quadro de violência, muitos motoristas trabalham com medo. “Precisamos trabalhar. E como ninguém traz estrela na testa, estamos sujeitos a passar por atos de vandalismo, acrescentou Welber, que já foi vítima de assalto por 13 vezes.

No entanto, o grupo que representa a categoria no município acredita que algumas ações possam coibir a violência. Dessa forma, eles pedem apoio da Guarda Municipal da cidade, criação e reativação dos pontos de apoio da Polícia Militar, operações da PM, como blitz, e abordagens aleatórias. “Eu suspeitei de um passageiro quando ele já estava dentro do meu carro, mas havia uma blitz no meu trajeto e logo parei o veículo. Durante a abordagem, os militares encontraram uma faca com o passageiro”, lembrou Richard Soares.

A intervenção da Polícia Militar é essencial, mas conforme esclareceu o Capitão Douglas, do 39º BPM, a atuação da polícia está ligada ao número de registros de ocorrências. “Nosso índice de violência continuará baixo se os taxistas não registrarem o boletim. Nós orientamos que eles sempre estejam em contato conosco”, disse o militar.

Em entrevista, Capitão Douglas afirmou ainda que as solicitações feitas pelos taxistas serão atendidas a fim de atender as necessidades dos motoristas durante o período de trabalho. “Além das operações que já estão em prática na cidade, vamos nos colocar em pontos estratégicos para coibir a ação dos assaltantes e proporcionar melhores condições para a categoria”.

Em nota, a Prefeitura Municipal de Contagem informou que “a Guarda Municipal poderá contribuir durante o patrulhamento aos prédios administrativos na proteção dos trabalhadores da categoria quando a guarda se deparar com o fato em evidência”.

Mais reivindicações

Além de lutar por mais segurança, os taxistas de Contagem reivindicam também por alguns benefícios para a categoria, como, por exemplo, banheiros nos pontos de táxis, liberação do ponto do Big Shopping, convênios médicos, entre outros. “Nosso alvo agora é criar uma associação de taxistas de Contagem, pois precisamos lutar pelos direitos da categoria e, consequentemente, obter novas conquistas”, concluiu Welber.

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