‘Talvez seja Lula atormentado’

Presidenciável tucano, Aécio Neves, rebate críticas de ex-presidente e ataca atraso em obras

iG Minas Gerais |

Equipe. Aécio Neves entre Feldmann e Anastasia, que vai coordenar a elaboração do plano de governo tucano na disputa da Presidência
Igo Estrela / PSDB
Equipe. Aécio Neves entre Feldmann e Anastasia, que vai coordenar a elaboração do plano de governo tucano na disputa da Presidência

SÃO PAULO. O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse nessa quinta que o ex-presidente Lula está “atormentado” com o que chamou de “fracasso” do governo Dilma Rousseff. A declaração foi uma resposta a um artigo de Lula publicado no jornal “El Pais”.  

“Talvez seja o ex-presidente atormentado por aquilo que o ministro Gilberto Carvalho (secretário geral da Presidência) já disse: que o governo fracassou na execução de muitas dessas obras”, afirmou o tucano. Lula diz, no artigo, que “determinados setores parecem desejar o fracasso da Copa e disso dependem suas chances eleitorais”, fazendo uma referência aos partidos de oposição.

“É uma grande bobagem. Todos nós somos brasileiros e vamos torcer para que o Brasil vença a Copa”, respondeu Aécio. O tucano aproveitou para atacar a administração federal petista: “Grande parte das obras de mobilidade que foram anunciadas lá trás pelo governo ficou pelo meio do caminho. O próprio governo compreende que eles não tiveram capacidade de gestão para botar em pé obras fundamentais de mobilidade e acessibilidade”, criticou.

Time. O presidenciável tucano participou de evento nessa quinta, em São Paulo, para anunciar mais um integrante da sua equipe de programa de governo, o ambientalista Fábio Feldmann, que será o coordenador da área ambiental da campanha.

Feldmann é o segundo ex-auxiliar da campanha de 2010 da ex-senadora Marina Silva (Rede/PSB) que Aécio incorpora ao seu time. O outro ex-marineiro é Maurício Brusadin, que coordenou a área de estratégia digital de Marina e há alguns meses atua na mesma área no PSDB.

O presidenciável também teve uma reunião política para discutir alianças partidárias. Com um tempo no horário eleitoral bem menor do que o da presidente Dilma Rousseff, Aécio avança agora sobre um grupo de partidos nanicos que apoiam o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), na sucessão estadual – PTN, PTC, PSL, PTdoB, PEN e PMN. Juntos, eles acrescentariam cerca de 20 segundos à campanha tucana no rádio e na TV.

Hoje, as estimativas são de que Aécio ficaria com cerca de 4 minutos e meio, Dilma teria mais de 13 minutos e Eduardo Campos (PSB), pouco mais de dois minutos.

Diante desse cenário, o tucano afirmou que os partidos da base aliada de Dilma vão apoiá-la formalmente, mas sem fazer campanha efetivamente. “Vários partidos políticos que hoje estão na base continuarão dando o tempo de televisão ao governo. Mas não darão seu suor e os votos que têm porque muitos deles já estão cansados do governo”, acrescentou Aécio.

Vice

Escolha. Aécio espera definir o nome do vice até 14 de junho, na convenção do PSDB. “A escolha do vice não é uma escolha do candidato, é do conjunto de forças que nos apoiam.”

Para Campos, PT está igual ao PSDB

Brasília. Em um jantar com dez parlamentares do PMDB, o pré-candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, comparou a trajetória do PT à do PSDB. “Ele disse que o PT está ficando com o PSDB: copiando o mensalão, o apagão e agora induzindo o medo nas pessoas”, revelou um dos convidados. Aos novos aliados, Campos reclamou da forma “fascista” de fazer política adotada pelo PT ao amedrontar o eleitorado, insinuando que programas sociais acabarão se um candidato de oposição ganhar a eleição presidencial.

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