Carro com preço personalizado

Descontos, kits de acessórios e até seis anos de garantia estão entre as vantagens

iG Minas Gerais | Thaís Pimentel |

Preços. 
Na Jorlan, volume de vendas está igual, mas o faturamento caiu por causa dos altos custos operacionais
JOAO GODINHO/ O TEMPO
Preços. Na Jorlan, volume de vendas está igual, mas o faturamento caiu por causa dos altos custos operacionais

Com a queda de 3,7% nas vendas de veículos novos nos primeiros quatro meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2013, clientes podem aproveitar ofertas, promoções e descontos na hora de comprar um carro. As lojas vazias fazem com que os vendedores se esforcem mais para atrair o comprador. A reportagem percorreu algumas concessionárias e constatou que a negociação está mais fácil.  

Em uma revendedora da Hyundai em Contagem, um veículo HB20 1.0 Comfort está saindo por R$ 35.395. Mas o cliente pode conseguir emplacamento e a inclusão de acessórios. “Se você chegar pra mim e disser ‘Vi um carro de categoria semelhante com tais benefícios’, nós podemos fazer um abatimento nos itens que você desejar. Tudo é conversado”, conta a vendedora.

A loja ainda oferece promoções para carros completos (tapete de luxo, insulfilme, vidros elétricos e peito de aço, com emplacamento, por R$ 1.737,80 em até quatro vezes), garantia de seis anos para compras até 13 de junho e sorteio de ingressos para jogos da Copa do Mundo.

Em uma concessionária da Honda, também na região metropolitana de Belo Horizonte, o Honda Fit 2014, de R$ 59.890, sai por R$ 50 mil, sem qualquer esforço na negociação. “Esse valor está escrito aqui no anúncio, mas te dou um desconto direto de quase 10%. E se você der 50% de entrada, a taxa é zero”, disse o vendedor. Ele ainda acrescenta que o comprador pode levar dez mil Dotz. “Dá pra trocar por duas passagens aéreas”, diz.

Crédito. Para segurar os preços, muitas montadoras se agarram aos subsídios fornecidos por seus próprios bancos. Porém, os revendedores acreditam que a situação só vai melhorar com uma linha de crédito. “A gente tem que fazer um esforço maior pra vender. Eu vendi 475 veículos nesse primeiro quadrimestre. Mesmo número que em 2013. Mas o problema é que abri mais uma loja. Então, houve queda de 20% no faturamento. Uma abertura de crédito é fundamental para reaquecer o setor”, lamenta Joubert Barbosa, gerente da loja Jorlan, no Belvedere.

Ele ainda reclama dos altos custos operacionais. “O cliente que comprou um Celta em 2009, por exemplo, não está pagando muito mais caro hoje. Mas o problema é que os custos de operação aumentaram 30% para nós. Mão de obra, aluguel, conta de água, luz. Está tudo mais caro”, conta. Leonardo Carvalho, gerente da Auto Japan, já observa uma leve queda em relação a 2013. “A gente está oferecendo taxa zero, bônus de fábrica e inclusão de acessórios no preço para atrair a clientela”, revela.

Piores vendas em seis anos Rio de Janeiro. O mês de março de 2014 marcou uma queda de 16% nas vendas de veículos, na comparação com o mesmo mês do ano passado. É o pior resultado desde março de 2008. Os dados foram divulgados nessa quinta pelo IBGE, na Pesquisa Mensal do Comércio. De acordo com o instituto, a queda indica que o segmento sentiu fortemente o efeito da volta do IPI, a partir de janeiro, e a menor oferta de crédito.

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