Tropas federais continuam em PE, declara ministro da Justiça

José Eduardo Cardozo afirmou nesta quinta-feira (15) que Força Nacional irá ficar no Estado até que situação se normalizar

iG Minas Gerais |

As tropas do Exército e da Força Nacional enviadas a Pernambuco para reforçar a segurança durante a greve da Polícia Militar continuarão no Estado até a normalização da situação do policiamento, afirmou na noite desta quinta-feira (15) o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Cardozo passou o dia no Recife para acompanhar o trabalho das tropas federais. O comando de greve anunciou o fim da paralisação por volta das 20h desta quinta, após um dia de muita tensão no Estado, com saques e arrastões no comércio, sobretudo na Grande Recife.

"Vamos continuar com a operação normal até que a situação se normalize", afirmou Cardozo à reportagem.

O governador João Jyra Neto (PSB) disse "lamentar profundamente" a greve e suas consequências. "Disse que iria restabelecer a segurança pública em sua plenitude em Pernambuco e é o que estamos fazendo", disse.

Lyra Neto, que era vice do pré-candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB) e assumiu o cargo no mês passado, disse que só considerará o movimento encerrado quando os PMs retomarem suas funções.

PMs e bombeiros pediam aumento salarial de 50% para praças (cabos e soldados) e de 30% para oficiais, entre outras reivindicações. Um soldado da PM recebe salário de R$ 2.409. A greve já havia sido declarada ilegal pela Justiça na noite de quarta (14), e o governo João Lyra

Neto (PSB) se dizia impedido de conceder reajustes imediatos em razão das restrições da legislação para ano de eleições.

O governo não fez novas propostas, e manteve o que já havia proposto: reajuste de 14,55% em junho (acertado em 2011), incorporação da gratificação por "atividade de risco operacional" ao salário (quando o policial for para a reserva), ajustes nos critérios de promoção e melhorias na assistência médica e no hospital da PM.

A categoria cedeu diante do recrudescimento da violência no Estado e da multa de R$ 100 mil por dia imposta pela Justiça a associações da categoria em caso de descumprimento da ordem de retorno ao trabalho.

"Nesse movimento a sociedade pernambucana não pode pagar o prejuízo", afirmou o soldado Joel do Carmo, um dos líderes do movimento. Ele negou que tenha havido recuo e disse que os PMs continuarão a lutar por aumento em 2015, fora das restrições eleitorais.

Com Folhapress

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