Cerca de 600 pessoas travam trânsito em BH

Principais avenidas foram fechadas em protesto que durou cerca de cinco horas

iG Minas Gerais | Pedro Vaz Perez / Jáder Rezende / Vinícius Lacerda / Camila Bastos |

Barricada. Manifestantes queimaram sutiãs, lixo e catracas na porta da Prefeitura de Belo Horizonte
JOAO GODINHO / O TEMPO
Barricada. Manifestantes queimaram sutiãs, lixo e catracas na porta da Prefeitura de Belo Horizonte

Cerca de 600 manifestantes se reuniram nesta quinta no centro de Belo Horizonte para protestar contra o que chamam de elitismo da Copa do Mundo e para pedir o fim da Polícia Militar, o direito à moradia, tarifa zero no transporte público e educação, além de demonstrar apoio aos servidores públicos em greve. Foram cerca de cinco horas de protestos, que começaram no fim da tarde, fecharam vias importantes da cidade e, por consequência, complicaram muito o trânsito.

A preocupação de haver vandalismo e violência não se fundamentou. Foram registradas queimas de lixo, sutiãs e catracas para formar uma barricada na frente da sede da prefeitura, além de palavras de ordem contra a polícia. Um dos momentos mais tensos foi no início da manifestação, quando policiais revistaram mochilas e bolsas. Mas não houve feridos nem presos. Boatos de bombas jogadas durante a ação não foram confirmados pela Polícia Militar. O trânsito foi o principal prejudicado nas manifestações da capital mineira. A rua da Bahia e as avenidas Afonso Pena no sentido Mangabeiras, Amazonas no sentido centro e João Pinheiro no sentido Savassi e as praças Sete, Liberdade e Raul Soares foram fechadas durante a ação que teve início por volta das 17h30. Mesmo com o trânsito desviado para vias na região, motoristas desligaram seus veículos e, assim como os passageiros de ônibus, desceram para assistir a passagem dos manifestantes. Trajeto. Integrantes do Movimento dos Atingidos pela Copa (Copac), do Tarifa Zero, de ocupações como a William Rosa e servidores públicos em greve participaram do protesto. Eles se concentraram na praça Raul Soares e depois seguiram pela avenida Amazonas até a praça Sete. De lá, pegaram a Afonso Pena até a prefeitura, onde fizeram a barricada e queimaram catracas. Depois, seguiram para a praça da Liberdade, pela avenida João Pinheiro. O relógio da Copa não foi vandalizado. “Estamos surpreendidos com a adesão de outros movimentos sociais, e fiquei muito feliz. Esses movimentos são importantes para passar um recado das lutas para população”, afirmou Sidelis Alcântra, uma das líderes do Copac.

O chefe do policiamento especializado da capital, coronel Antônio Carvalho, também comemorou. “Foi muito tranquilo, não teve confusão, as pessoas foram revistadas, mas nada foi apreendido. Esse movimento é mais social e sindical. Para essas pessoas, a violência não é interessante”.

Tensão Houve momentos de tensão no protesto desta quinta na capital. Manifestantes cantaram “Não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da Polícia Militar”, diretamente para a coronel Cláudia Romualdo, chefe do Comando do Policiamento da Capital. Seguida pelos manifestantes, ela andou rumo à rodoviária, onde estava grande efetivo da PM. Bombas foram soltas. A corporação informou que ninguém foi preso e que quatro pessoas que carregavam bolas de gude e garrafas de vinagre foram liberadas após serem ouvidas.

Greve estadual Professores estaduais decidiram entrar em greve na quarta-feira, 21. A decisão foi tomada nesta quinta em encontro da categoria realizado na praça da Assembleia, na região Centro-Sul da capital. O grupo decidiu ainda entrar com ação de improbidade administrativa contra o senador Aécio Neves por causa da Lei Complementar 100, que efetivou cerca de 56 mil servidores em Minas, em 2007, quando ele era governador. Os professores municipais estão parados desde 6 de maio. A assessoria de Aécio não se posicionou.

Saúde em Neves Cerca de 500 servidores da saúde de Ribeirão das Neves, na região metropolitana, fizeram um protesto na manhã desta quinta, no centro da cidade. Eles reivindicam 6% de aumento salarial e reajustes nos vales transporte e alimentação para os cerca de 2.000 trabalhadores da categoria, que ameaça entrar em greve. A prefeitura negou o reajuste nos salários e ofereceu um aumento de 28% no vale alimentação. O Executivo afirmou nesta quinta que passa por dificuldades financeiras.

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