Ministério Público investiga mortes por causa de bactéria em hospital

A promotora de Defesa da Saúde Pública Isabel Pôrto deu prazo de cinco dias para o Hospital Carlos Alberto Studart prestar esclarecimentos sobre providências adotadas

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O Ministério Público Estadual do Ceará abriu nesta quarta-feira (14) procedimento administrativo para apurar a morte de sete pessoas contaminadas pela bactéria Acinetobacter baumanni num hospital de Fortaleza. A promotora de Defesa da Saúde Pública Isabel Pôrto deu prazo de cinco dias para o Hospital Carlos Alberto Studart prestar esclarecimentos sobre providências adotadas. Na unidade ainda há um paciente contaminado com a bactéria -o estado de saúde dele é estável.

Isabel Pôrto enviou também ofícios ao Conselho Regional de Medicina do Ceará e ao Núcleo de Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde do Estado para que realizem inspeções no hospital e envie relatório sobre o que foi apurado também no prazo de cinco dias. Requisitou, ainda, que a Polícia Civil apure "possível ilícito envolvendo os falecimentos".

De acordo com a Secretaria de Saúde do Ceará, os pacientes contaminados tinham entre 70 e 90 anos e já estavam internados em estado grave devido a doenças como insuficiência cardíaca e pulmonar.

Falecimentos

A primeira morte ocorreu em 7 de abril, quando o hospital começou a monitorar o caso. Segundo o hospital, a bactéria Acinetobacter baumanni é comum em ambientes hospitalares e tem como característica o fato de ser resistente a vários antibióticos. Já a transmissão ocorre pelo contato através das mãos ou objetos contaminados.

Após duas mortes em dois dias -em 29 de abril e 1º de maio-, a direção da unidade decidiu fechar a área de emergência, para desinfecção e reformas. Vinte pacientes que estavam no local foram transferidos para outros hospitais. A última morte foi registrada no dia 8 deste mês.

Em nota, a Secretaria de Saúde de Pernambuco diz que, embora os pacientes tenham sido contaminados pela bactéria, não é possível precisar se ela foi a causa das mortes. O mais provável é que a bactéria tenha agravado a situação de saúde dos pacientes.

Ainda segundo a pasta, o setor passou por serviços de desinfecção, pintura e troca de instrumentos de trabalho. O local foi reaberto no sábado (10).