Aécio e Campos atacam Dilma

Pré-candidatos usam reunião de gestores para criticar a petista, que não compareceu

iG Minas Gerais |

Dinheiro. Aécio prometeu reduzir número de ministérios e disse que o governo “gasta muito e gasta mal”
Orlando Brito / PSDB
Dinheiro. Aécio prometeu reduzir número de ministérios e disse que o governo “gasta muito e gasta mal”

Brasília. A presidente Dilma Rousseff foi alvo de duros ataques dos pré-candidatos Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) durante o debate dos presidenciáveis na Marcha dos Prefeitos, em Brasília, nessa quarta. Aliado da petista até setembro do ano passado, Campos foi o autor das críticas mais fortes, chegando a pedir “o fim do terrorismo e das ameaças”.

Os dois reagiram de forma veemente ao programa do PT que começou a ser veiculado nessa quarta na TV, adotando o tom da ameaça de que, se a presidente Dilma não for reeleita, os beneficiários de programas sociais no Brasil voltarão a passar fome e a enfrentar o desemprego. “Queremos tirar é a corrupção, é acabar com o patrimonialismo, com os 39 ministérios e um bando de gente incompetente. Com quem deveria estar aqui e não teve coragem de enfrentar os prefeitos”, discursou Campos, criticando a ausência da presidente Dilma, que no ano passado bateu boca com os prefeitos depois de ser muito vaiada.

Aécio também criticou a ausência de Dilma. “A omissão do governo federal com a segurança pública é criminosa: 87% dos gastos com segurança são bancados pelos Estados e municípios. Lamento não poder dizer isso na frente da presidente, que se nega a estar aqui neste fórum tão importante de discussão”, atacou.

Os dois foram muito aplaudidos, e se comprometeram com a aprovação da emenda que aumenta de 1% para 2% da receita bruta para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), e que aumenta para 10% os gastos da União com saúde e educação. “Vamos acabar com os 39 ministérios, com aqueles que só estão ali em busca de benefícios próprios ou para ajudar o governo”, disse o tucano.

Economia. Para uma plateia de cerca de 4.000 prefeitos, segundo a Confederação Nacional dos Municípios, os dois principais adversários de Dilma criticaram duramente a política econômica do governo petista e afiaram os discursos com os temas que os gestores mais queriam ouvir.

Eduardo Campos afirmou que, se for eleito, não fará “graça com chapéu alheio”, desonerando tributos de forma a reduzir a arrecadação dos Estados e municípios. “O caminho errado na condução macroeconômica fez com que desonerássemos tributos sem que a economia respondesse com crescimento”, afirmou.

“O governo hoje gasta muito e gasta mal. Se tiver o privilégio de vencer essa eleição, não governarei de olho nos índices de popularidade. Vou governar com responsabilidade”, disse Aécio, que emendou: “O medo do desemprego é do PT, que teme perder os empregos que tem no governo”, disparou.

Romário

Senado. Depois de encontro nessa quarta com Eduardo Campos, o deputado federal Romário (PSB-RJ) confirmou por meio de sua página no Facebook, a pré-candidatura ao Senado na chapa do PSB.

TSE manda trocar vídeo com Dilma Brasília. O Tribunal Superior Eleitoral determinou a troca de uma propaganda partidária do PT com a presidente Dilma Rousseff que seria divulgada nesta quinta. A decisão foi tomada pela corregedora geral de Justiça, Laurita Vaz, que concedeu liminar acolhendo pedido do PSDB, que acusou os petistas de propaganda eleitoral antecipada. Os comerciais exibiam fala da presidente e também do ex-presidente Lula. Na decisão, a ministra apontou que não está caracterizada campanha, mas destacou que o espaço deve ser utilizado para divulgar a sigla.  

Romário Senado. Depois de encontro nessa quarta com Eduardo Campos, o deputado federal Romário (PSB-RJ) confirmou por meio de sua página no Facebook, a pré-candidatura ao Senado na chapa do PSB.

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