Crianças internadas terão aula gratuita em hospitais

Projeto da prefeitura levará professores para três unidades infantis da capital

iG Minas Gerais | Laura Zschaber |

Rotina. Mesmo fazendo tratamentos médicos, crianças farão atividades escolares e até terão provas
CHARLES SILVA DUARTE / O TEMPO
Rotina. Mesmo fazendo tratamentos médicos, crianças farão atividades escolares e até terão provas

A Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte vai contratar professores para dar aulas a crianças que não podem frequentar a escola por estarem internadas ou porque precisam realizar tratamento de saúde. O programa Atendimento Educacional Hospitalar (AEH) teve seu edital publicado no “Diário Oficial do Município” (DOM), anteontem, e a seleção já está sendo feita pela própria pasta. Segundo a coordenadora do programa, Maria Geralda Costa, a iniciativa é pioneira no Estado. “É fundamental garantir o atendimento dessas crianças, que, por causa de problemas de saúde, acabam perdendo o vínculo com a escola e tendo seu aproveitamento prejudicado. Se a criança não está presente, a escola está presente no ambiente em que ela está”, explicou.

Três hospitais já estão cotados para realizar uma parceria com a prefeitura, mas os nomes não foram divulgados. Segundo Maria Geralda, devem ser disponibilizados dois professores para cada unidade, mas o número depende da listagem dos pacientes. “Estamos passando pelo processo de seleção, e depois vai haver uma capacitação dos profissionais. A previsão é que, em julho, os professores comecem a ser chamados”.

O docente responsável receberá orientações do hospital sobre os casos de cada paciente e também sobre a rotina da instituição. A princípio, a faixa etária atendida será de 6 a 12 anos, na qual estão alunos em processo de alfabetização e que ficam mais prejudicados com o afastamento da escola, segundo a coordenadora.

Atividades. As aulas serão definidas seguindo o cronograma que o aluno estava aprendendo na escola antes de ser internado. Todo o conteúdo será ministrado pelos professores dentro do próprio hospital, em espaços chamados de “Classes Hospitalares”. O atendimento pode ser feito em grupos de alunos ou, em alguns casos especiais, separadamente.

“Infelizmente, algumas crianças não podem receber muitas visitas ou ter contato com grandes aglomerações. Nesses casos, as aulas serão realizadas nos próprios leitos”, disse a coordenadora do programa Atendimento Educacional Hospitalar.

Os alunos ainda serão avaliados pelos professores em todas as atividades distribuídas nos hospitais, inclusive com provas.

Como vai funcionar

 Inscrições. Os professores interessados devem fazer as inscrições até o dia 13 de junho na sede da Secretaria Municipal de Educação, localizada na rua Carangola, 288, sala 721, no bairro Santo Antônio.

Seleção. Em seguida, os profissionais serão selecionados e depois convocados e disponibilizados para as unidades hospitalares.

Cadastramento.  Os hospitais conveniados passarão uma lista de crianças que precisam do atendimento para a coordenação do programa Atendimento Educacional Hospitalar. Após a convocação, os professores receberão os dados das crianças atendidas.

Histórico. As escolas dos pacientes deverão ser procuradas pelos professores recrutados para que um levantamento da vida escolar de cada aluno seja feito. Com ele, os docentes farão um planejamento dos conteúdos das aulas. O atendimento é gratuito e oferecido a crianças que estejam internadas há pelo menos três dias nos hospitais.

Outros Estados

Serviço. O projeto Atendimento Educacional Hospitalar é uma novidade em Belo Horizonte, mas já existe em Estados como Espírito Santo, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

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