A referência

iG Minas Gerais | Diego Costa |

ANGELO PETINATTI - 23.6.2013
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Ele tem a total confiança do treinador, mas ainda gera dúvidas sobre sua atual fase entre os torcedores. A falha no jogo contra a Holanda, no Mundial da África, em 2010, e as poucas partidas no inexpressivo futebol canadense levantam suspeitas sobre as condições de Julio Cesar para defender a meta em uma Copa no Brasil. E a missão pode ser ingrata, que o diga Barbosa, titular no gol em 1950.

Julio Cesar Soares Espíndola, 34, nasceu em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Foi revelado pelo Flamengo, mas foi na Inter de Milão que chegou ao ápice da carreira, na temporada 2009-2010. Reserva na Copa da Alemanha, se credenciou como titular absoluto na África do Sul, onde chegou como um dos melhores da posição no planeta.

Mas o torneio em território sul-africano marcou o início de uma fase ruim da carreira do goleiro. Deixou a Inter em baixa, em 2012, e transferiu-se para o modesto Queens Park Rangers, da Inglaterra. Ele até teve até boas atuações, mas o time acabou sendo rebaixado para a segunda divisão inglesa. Pela performance no clube londrino, conseguiu voltar à seleção brasileira e sagrar-se campeão da Copa das Confederações. E quer a chance, em casa, de alcançar a redenção.

Atualmente no Toronto FC, do Canadá, que disputa a Major League Soccer, dos Estados Unidos, o arqueiro entrou em campo apenas oito vezes na temporada. Dos 23 convocados, é o que menos atuou. Mesmo assim, é a referência de Felipão.

Nem precisou esperar a convocação

Segundo nome lido pelo técnico Luiz Felipe Scolari na convocação, o goleiro Julio Cesar já sabia que seria contemplado com a vaga na Copa do Mundo. No ano passado, o técnico brasileiro já cravou a presença do jogador na competição, antes até mesmo da estrela do time, o jovem Neymar. “Mesmo que não, ele vai para a Copa do Mundo. Estará entre os três goleiros. Eu gosto dele, admiro, é muito bom mesmo. Se não está jogando, envolve questões financeiras, e a gente não tem que se meter nesse assunto”, disse o treinador, em setembro de 2013.

Momento inesquecível

Pênalti defendido na semifinal da Copa das Confederações do ano passado, cobrado pelo uruguaio Forlán. A defesa praticamente garantiu a vitória brasileira.

Ponto fraco Jogou pouco nos últimos meses, em uma liga fraca. Isso pode pesar para um goleiro.

Ponto forte Experiência. Em termos de bagagem, é a referência da nova “Família Scolari”

 

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