Mais de 12 mil confirmam presença em manifestações pelo Brasil

Protestos foram marcados por meio das redes sociais e estão programados para acontecer em sete cidades-sede da Copa do Mundo, além de Vitória, no Espírito Santo e Santiago, no Chile

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Manifestantes pretendem ocupar os espaços públicos durante o campeonato, como ocorreu, em junho do ano passado, na Copa das Confederações
ARQUIVO / FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM / AGÊNCIA BRASIL
Manifestantes pretendem ocupar os espaços públicos durante o campeonato, como ocorreu, em junho do ano passado, na Copa das Confederações

Mais de 12 mil pessoas confirmaram presença pelas redes sociais nas manifestações que ocorrerão nesta quinta-feira (15) em pelo menos sete cidades-sede da Copa do Mundo, além de Vitória, no Espírito Santo e Santiago, no Chile. O 15M, Dia Internacional de lutas contra a Copa, reunirá movimentos sociais, entidades civis, partidos políticos, pessoas atingidas pelas obras e outros manifestantes.

No ano passado, uma série de manifestações mobilizou milhares de brasileiros. Com a projeção midiática da Copa do Mundo, os movimentos sociais planejam tomar novamente as ruas. Nas cidades-sede foram formados os Comitês Populares da Copa, centralizados na Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop), cujos integrantes reúnem-se desde o ano passado. Sob o mote Copa sem povo: tô na rua de novo, pretendem ocupar as ruas com pautas, segundo os organizadores, mais consistentes que nas manifestações de junho.

"O comitê sai às ruas pela primeira vez neste ano. Não entemos a rua só pela rua, vamos com pautas montadas em articulação com movimentos sociais. Aqui em São Paulo não vemos grandes avanços [em saúde, educação, transporte e outras áreas básicas]. Entendemos esse governo como o governo dos diálogos, mas dos diálogos vazios", diz a integrante do comitê de São Paulo e da Ancop, Vanessa dos Santos.

O 15M tem 11 pautas. Entre elas, o arquivamento dos projetos de lei anti-manifestação, a desmilitarização das polícias, pensão vitalícia para as famílias dos operários mortos e incapacitados em acidentes de trabalho e a responsabilização das construtoras.

Além disso, a realocação de todas as famílias removidas, com moradia digna, e o fim dos despejos e remoções forçadas até que a moradia seja garantida para todos, investimentos em um transporte público de qualidade gratuito e a democratização dos meios de comunicação, com ênfase nas transmissões dos jogos, que será feita com exclusividade pela Rede Globo.

"Em Salvador, está acontecendo uma operação de limpeza, no qual as pessoas estão sendo expulsas ameaçadas por armas. Lugares com tradição de mais de cem anos estão sendo ameaçados para que se beneficiem resorts", diz o membro do comitê de Salvador e da Ancop Argemiro Ferreira, justificando os protestos.

O membro do comitê do Distrito Federal Thiago Ávila explica que estas serão as primeiras de muitas manifestações que ocorrerão "até o último dia da Copa". "Estamos em um momento da história do Brasil e do planeta em que a sustentabilidade é necessária, precisamos de um projeto alternativo de sociedade, com menos desigualdade".

No Rio de Janeiro, os professores, em greve, devem aderir ao movimento. "Estamos com várias greves pela cidade. O caldo está engrossando. Esperamos que o livre direito às manifestações seja respeitado e que não tenhamos a mesma repressão do ano passado", diz a membro do comitê do Rio de janeiro e da Ancop, Sandra Quintela.

Os protestos estão marcados para acontecer nas cidades-sede Rio de Janeiro, Distrito Federal, Fortaleza, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre e Salvador. Os protestos também ocorrem em Vitória, Espírito Santo e em Santiago, no Chile.

Com Agência Brasil

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