Sumiço de deficiente pode estar relacionado ao tráfico de drogas

Família pretende pressionar a polícia para agilizar as investigações sobre o caso, com manifestação; jovem iria depor no dia seguinte do desaparecimento; rapaz seria aviãozinho no bairro São Geraldo

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Jovem foi visto pela última vez em casa no domingo (4) a noite.
Reprodução Facebook
Jovem foi visto pela última vez em casa no domingo (4) a noite.

Moradores do bairro São Geraldo, em Caeté, na região metropolitana de Belo Horizonte, pretendem fazer uma manifestação nesta quinta-feira (15), na porta da delegacia da cidade, por respostas quanto ao desaparecimento de um jovem de 25 anos que possuí problemas mentais, segundo a família. O delegado que investiga o caso não descarta a possibilidade de Orandir Cassimiro de Aquino ter sido assassinado.

De acordo com Elaine Cassimiro Vitoriano, 31, o irmão foi visto pela última vez no dia 4 de maio por volta das 22h, quando foi dormir. “Minha mãe ouviu uma voz chamando por ele, mas como tem sempre alguém chamando ele aqui (na casa onde mora), ela não deu muita importância. Quando foi de manhã,  ela foi chamá-lo, porque ele sempre acorda tarde, por volta das 11h, e ele não estava em casa”.

No mesmo dia, Vitoriano teria que comparecer a uma audiência por ter sido pego com cigarro e porção de maconha, meses antes. A mãe Carmita Cassimiro Emiliano Vitoriano, 61, chegou ir ao fórum, na esperança de encontrar o filho por lá, mas ele não apareceu. A família começou uma busca pelo bairro e acredita que o sumiço dele possa estar relacionado com o envolvimento com o tráfico de drogas.

“A gente ficou sabendo agora que ele mexia com drogas, mas não sabemos de dívidas. Em casa ele era super tranquilo, não mexia com nada de ninguém. (...) “No sábado a noite (um dia antes de sumir), ele teria dito para minha outra irmã que estava tranquilo para ir no fórum e que não entregaria outras pessoas, que falaria que a droga era dele”, lembrou Elaine, que contou ainda ter descoberto que o irmão era usado como aviãozinho.

Para a família, alguém armou contra Aquino e desapareceram com o corpo dele. Em investigação paralela, Elaine tem encontrado pistas de que o irmão foi executado. “Eu acho que fizeram uma crueldade com ele. Já nos falaram que ele está morto, e sabemos que ele andava com uma turma perigosa da cidade, pessoas visadas pela polícia”, esclareceu.

Aquino que chegou a frequentar a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) no município completa 26 anos daqui a dez dias e a falta de informações dele tem causado muito sofrimento a mãe. “Minha vida é só chorar”.

Investigações

De acordo com o delegado titular de Caeté, Bruno Affonso, nesta quarta-feira (14) serão ouvidas testemunhas e pessoas que estiveram com Aquino pouco antes de ele desaparecer. A investigação, que começou na semana passada, ainda não tem pistas sobre o paradeiro do jovem. “A gente desconfia que possa ter disso um homicídio”, afirmou Affonso.

Quem tiver alguma informação sobre Aquino, pode entrar em contato com a Polícia Civil pelo telefone 181. Não é preciso se identificar.

Leia tudo sobre: desaparecidotráfico de drogasjovemdeficienteaudiência