Protestos se intensificam hoje

Cerca de 3.000 servidores municipais prometem fazer uma passeata pelo centro durante a tarde

iG Minas Gerais | Aline Diniz Camila bastos |

Garis efetivos em greve se concentraram no bairro Santa Efigênia
Edwaldo Cabidelli / Sindibel
Garis efetivos em greve se concentraram no bairro Santa Efigênia

No dia em que a greve dos servidores municipais completa uma semana, a previsão é de caos no trânsito no centro da capital. Hoje, cerca de 3.000 trabalhadores, de diversas categorias, prometem se reunir em assembleia na praça da Estação, às 14h. Em seguida, os grevistas seguem em passeata até a sede da prefeitura, na avenida Afonso Pena, para tentar um acordo com o Executivo.

A onda de protestos ainda continua amanhã, quando Belo Horizonte e outras 11 cidades-sede da Copa do Mundo receberão manifestações contra a realização do Mundial. O membro do Comitê Popular dos Atingidos pela Copa (Copac) Fidélis Alcântara estima que mil pessoas se concentrarão na praça Raul Soares, no centro, às 17h de amanhã.

Nesta terça-feira, o dia também foi de movimentação para várias categorias do funcionalismo de Belo Horizonte e da região metropolitana. Em Betim, servidores da saúde optaram por manter a greve e, em Contagem, trabalhadores da educação também decidiram continuar de braços cruzados.

De acordo com a Polícia Militar (PM), cerca de 200 analistas de políticas públicas se reuniram em frente ao prédio da Secretaria Municipal Adjunta de Assistência Social, na rua Tupis, no centro. Os servidores andaram até o edifício da Secretaria Municipal de Políticas Públicas, na rua Espírito Santo, e seguiram até a praça Sete, onde realizaram um abraço simbólico.

A Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) registrou lentidão nos dois sentidos da avenida Afonso Pena. O congestionamento durou de 12h às 13h.

Os servidores da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) também foram às ruas ontem para reivindicar melhorias nas condições de trabalho. Conforme o Sindicato dos Servidores Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), 70 trabalhadores saíram da garagem da regional Centro-Sul e foram até o prédio da administração da SLU, no bairro Santa Efigênia, na região Leste.

Sem deixar o bom humor de lado, os garis ligaram um equipamento de som e dançaram hip-hop na frente da superintendência.

Negociação. Na manhã de ontem, representantes do Sindibel se reuniram com a secretária-adjunta de Recursos Humanos da Prefeitura de Belo Horizonte, Tammy Angelina Mendonça. Eles oficializaram uma contra-proposta para pedir 15% de reajuste salarial, que poderá ser parcelado em três vezes. O sindicato aguarda uma reposta do Executo municipal. “Está na mão da prefeitura. Se as reivindicações gerais forem acatadas, as específicas de cada categoria serão discutidas com mais calma”, disse o presidente do Sindibel, Israel Arimar.

Procurada na tarde de ontem, a prefeitura da capital não se pronunciou. A administração oferece aos servidores um reajuste salarial de 5,56% (que corresponde à inflação de 2013), a partir de outubro, e um acréscimo de 5,88% no vale-alimentação, também a partir do mesmo mês.

Educadores de Contagem

Em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, os professores municipais e da Fundação de Ensino de Contagem (Funec) – em greve desde 23 de abril – se reuniram em assembleia ontem, na porta da prefeitura. Segundo a coordenadora geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas, Sueli Rocha, os servidores recusaram a proposta de 5,8% de reajuste salarial feita pela prefeitura. A Prefeitura de Contagem afirma que paga o maior piso salarial para professores da educação básica da região metropolitana, R$ 2.038,19 e que oferece gratificações e benefícios.

Reivindicações Pedidos. Servidores municipais de Belo Horizonte querem aumento salarial de 15%, reajuste do vale-alimentação de R$ 22 para R$ 28 e redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais.

Professores particulares

Os professores particulares de Belo Horizonte também podem entrar em greve nos próximos dias. O Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas) realizou uma assembleia na manhã de ontem e decidiu reivindicar um reajuste de 10% nos salários. Representantes dos professores vão se reunir, amanhã, com a direção do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG). Por enquanto, a entidade oferece um aumento de 6,02%. Segundo o Sinpro Minas, os rumos da mobilização dependem dos resultados do encontro de amanhã. Delegados ameaçam parar Os delegados da Polícia Civil de Minas Gerais querem pressionar o governo do Estado e ameaçam cruzar os braços caso suas reivindicações não sejam atendidas. Cerca de 170 profissionais fizeram ontem assembleia e definiram 21 medidas que amanhã serão levadas para uma reunião com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão. O presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindepominas), Marco Antônio de Paula Assir, não quis revelar o teor das medidas para evitar que o governo possa criar mecanismos que prejudiquem o movimento. “Estamos em campanha salarial, pois temos muitas perdas acumuladas. Antigamente, o cargo de delegado era invejado. No entanto, atualmente, o defensor público está ganhando quase três vezes mais que a nossa classe”, afirmou. 

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