“É possível inventar uma nova vida”

Paula de Paula Mestre em psicologia do esporte Professora doutora da PUC Minas

iG Minas Gerais |

Como superar o trauma de um acidente sério? Um trauma leva o sujeito a uma experiência iminente da morte. Para superar isso, a pessoa tem que elaborar a morte. Essa elaboração é subjetiva, algumas buscam ajuda religiosa, outras, ajuda terapêutica. Elas vão elaborando isso e encontrando força para viver a vida que continua. É um trabalho de verificar como é possível inventar uma nova vida.

O esporte pode ajudar na superação? A subjetividade do atleta está adaptada à busca da perfeição, da persistência, de lidar com a frustração. Uma pessoa que não é atleta pode ter mais dificuldade de lidar com esse luto da morte de uma parte do corpo, pois, anteriormente ao trauma, não tinha essa disponibilidade psicológica.

A palavra-chave, nesses casos, é coragem? Do ponto de vista da razão, sim. Mas a pessoa não é só razão. Em algum momento, o inconsciente vai manifestar revolta e outros sentimentos. Então, do ponto de vista do inconsciente, é uma aposta de que é possível superar.

Os momentos de fraqueza fazem parte? Evidente que sim. A pessoa passa por momentos em que deseja que nada tivesse acontecido, de raiva do destino, de revolta, insatisfação. (RS)

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