Apelo para PP aderir a Aécio

Governador de Minas, Alberto Pinto Coelho, tentou convencer cúpula do partido a desistir de petista

iG Minas Gerais | Raquel Gondim |

Vice. Aécio recebeu de Paulinho a sugestão do nome do presidente da Força Sindical, Miguel Torres (SDD), para candidato a vice
DIDA SAMPAIO
Vice. Aécio recebeu de Paulinho a sugestão do nome do presidente da Força Sindical, Miguel Torres (SDD), para candidato a vice

O governador de Minas, Alberto Pinto Coelho, esteve ontem em Brasília para defender o apoio da Executiva Nacional do seu partido, o PP, à candidatura à Presidência do senador Aécio Neves (PSDB). A resistência dos pepistas – hoje parte da base aliada da presidente Dilma Rousseff –, em torno do nome do tucano, porém, segue forte. A própria senadora Ana Amélia, apontada como uma possível vice na chapa de Aécio no caso da aliança, já considera a hipótese de a sigla optar pela neutralidade, o que ela define como “plano B”.

“O apoio ao projeto do senador Aécio é o meu sonho de consumo, mas reconheço que algumas alas do partido não têm o mesmo posicionamento. Diante da dificuldade de um apoiamento formal do diretório nacional ao senador, meu objetivo é que o partido mantenha a neutralidade”, afirmou, acrescentando que nessa hipótese, o tempo de TV do PP seria repartido igualmente entre todos os presidenciáveis.

Buscando apoio para o tucano em visita à Câmara dos Deputados, Pinto Coelho afirmou que o governo Dilma está “exaurido” e que Aécio tem a melhor proposta para o país.

“Entendemos que o governo que está aí está exaurido na sua proposta e que o senador Aécio Neves encarna, por sua biografia política, sua capacidade de gestão demonstrada nas duas gestões à frente do governo de Minas e na presidência da Câmara, a capacidade de aglutinação política. Ele reúne as condições para se tornar o futuro presidente da nação”.

Segundo o deputado federal Luiz Fernando Faria, que participou de uma reunião junto com o presidente do PP, Ciro Nogueira, e Pinto Coelho, Nogueira poderá postergar a decisão da legenda para considerar a aliança com o projeto tucano.

Solidariedade. Enquanto o rumo do PP segue indefinido, o Solidariedade declarou ontem seu apoio a Aécio, em ato informal, em Brasília, marcado por críticas ao Planalto. A aliança dará mais capilaridade ao tucano junto à Força Sindical, que tem como presidente licenciado o deputado e presidente do SDD, Paulinho da Força.

Paulinho afirmou que Aécio já assumiu “compromissos com os trabalhadores, como a correção da tabela do Imposto de Renda, a política do salário mínimo e a valorização do salário dos aposentados”.

Já Aécio disse “que começa uma caminhada junto com o Solidariedade, de forma adequada, discutindo o Brasil” e, segundo ele, “apontando os equívocos do atual governo que nos deixará herança maldita de inflação alta, crescimento baixo e perda crescente de credibilidade que afeta os investimentos e empregos no Brasil”. (Com agências)

FHC

Vice. O ex-presidente FHC disse que não descartaria a hipótese de a candidatura de vice de Aécio ser ocupada por outro partido na chapa do PSDB. Segundo ele, vice de outra sigla agrega votos.

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