Homem elástico

iG Minas Gerais | Diego Costa |

"É um goleiraço. Tem uma explosão muito bacana. Isso é muito importante na posição de goleiro. É um jogador que tem uma boa experiência também. Isso conta muito. Tem uma velocidade e uma reação muito boa. O biotipo dele também favorece. É mais magro. Tem todas as qualidades de um grande goleiro." - Raul Plassmann em avaliação sobre Jefferson

As poucas palavras, o perfil mais introspectivo e o porte físico credenciaram o então jovem goleiro Jefferson, em 2000, ao posto de “novo Dida” no Cruzeiro. Era o começo da história do jovem atleta no futebol profissional. Dentro de campo, ele mostrou qualidade. Tanto que se tornou titular da meta celeste. Naquela época, Felipão era o técnico do time e percebeu as qualidades do jogador. Quase 15 anos depois, Jefferson entrará na lista dos goleiros que já defenderam o Brasil em uma Copa do Mundo, que tem o próprio Dida como um dos integrantes.

Natural de São Vicente, cidade pertencente à Baixada Santista, em São Paulo, Jefferson de Oliveira Galvão alcançou o ápice da carreira no Botafogo, aos 31 anos. E ele precisou de duas passagens no clube para conseguir se firmar na posição. O início da carreira, no Cruzeiro, teve duas fases. A primeira começou com as primeiras partidas dele no time principal. Tudo ia bem até o fatídico dia 4 de agosto de 2002. Em plena final da Copa do Campeões, contra o Paysandu, ele acabou falhando em três dos quatro gols marcados pela equipe paraense. Resultado: derrota por 4 a 3 e perda do título, nos pênaltis. Depois daquele jogo, ele perdeu espaço no gol celeste.

Aí entrou em cena o Botafogo na vida do atleta. A primeira passagem foi até 2005. Em seguida, foi para o futebol turco. Passou pelos modestos Trabzonspor e Konyaspor. Mas a temporada naquele país fez bem ao arqueiro. Em 2009, ele voltou ao Fogão. De lá para cá, ganhou destaque pelas belas defesas em lances improváveis, que lhe renderam um lugar na seleção brasileira.

São oito jogos com a camisa amarelinha. Na Copa do Mundo, ele deve ser o reserva do titular Julio Cesar. Ao site do Botafogo, ele falou sobre a convocação.

“Estava bastante confiante por tudo o que já fizemos na seleção brasileira e estamos fazendo no Botafogo. É claro que sempre dá um frio da barriga e, em momento nenhum, sabia que estava confirmado na Copa. Sempre sou muito tranquilo, mas, no dia da convocação, fiquei ansioso. A ficha ainda não caiu. É uma oportunidade de ouro disputar uma Copa do Mundo no Brasil”, disse o goleiro.

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