Vai ou não vai

iG Minas Gerais |

Hélvio
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Paralelamente às 32 seleções mundiais que estarão de olho no Brasil durante a Copa do Mundo, há duas que, mesmo antes de o campeonato começar, já podem medir forças: a dos que são contra a realização do evento e a daqueles que correm contra o tempo para que o Mundial ocorra da melhor maneira possível. E, quando a um mês de a Copa começar, se tem notícia de que apenas 41% das obras para o Mundial estão prontas, não é preciso dizer quem está levando a melhor até agora. Estádios e aeroportos ainda em reforma e com mínimas chances de ficarem totalmente prontos, além das obras de mobilidade nas cidades-sede, que estão apenas 10% acabadas, são o elemento surpresa da “equipe” do Não Vai Ter Copa. Embora imaginassem que, no fundo, poderiam contar com a desorganização brasileira, em que eles apostavam mesmo era na força da mobilização em campo, quando a bola realmente começasse a rolar, com manifestações nada festivas pelas ruas. Grata surpresa para o time Não Vai ter Copa, que já vê torcedores do mundo reclamando dos preços exorbitantes que terão que pagar para se hospedar, comer, comprar, se divertir, das sérias dificuldades que passarão para se locomover de um lugar para outro e ainda do clima de tensão pelas cidades brasileiras. Os que estão fazendo tudo para a Copa acontecer da melhor maneira possível, em meio a poeira, britadeiras, betoneiras e afins, não podem fazer mais nada a não ser anunciar quem vai estar na linha de frente. Numa forma evidente de mostrar para a turma de “sorrisinho no lábio” que vão entrar com tudo, já é possível saber quantos serão e onde estarão colocados, isso sem contar com o aparato tecnológico. Estes farão de tudo para que os que torcem por eles nã se darem conta do time adversário. Afinal, no meio disso tudo, existem as torcidas de cada lado. A do Não Vai ter Copa se misturará ao time e sairá às ruas a pé, munida de faixas, com palavras de ordem, e camisetas, de cores que nada que lembram o verde e amarelo, disposta a andar quilômetros, quando for possível, e correr léguas, se necessário. A outra torcida não só se vestirá com as cores verde e amarelo, como colocará a bandeira brasileira na janela, no carro, na parede de casa. Uns poucos irão aos estádios, mas a maioria só sairá às ruas, em carreata, timidamente, nas partidas em que o Brasil sair-se vitorioso, e escandalosamente, se ele sagrar-se campeão, hexacampeão, mais exatamente. Nessa competição paralela, só haverá vitoriosos se as coisas não fugirem do controle. Nem tanto lá nem cá, a minha torcida é para que isso aconteça.

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