Como começar a poupar

iG Minas Gerais |

Parabéns pelos três anos de coluna no Super. Minha pergunta é a seguinte: todas as vezes que tento fazer uma poupança, ou começo a fazer, não consigo seguir adiante ou acontece alguma despesa extra. Gostaria de sua ajuda para resolver esse problema. (Lucas / Belo Horizonte) Lucas, essa questão que você relata acaba acontecendo com grande parte das pessoas que iniciam uma poupança. Essas pessoas não conseguem poupar por muito tempo. E como resolver isso? Uma primeira questão importante é que para poupar uma pessoa deve ter seu orçamento equilibrado. Ou seja, seus gastos não podem ser maiores que seus ganhos. Só assim será possível iniciar uma poupança. E, nessa questão inicial, reside a maior dificuldade de grande parte das pessoas. O desejo de economizar é uma vontade de quase todas as pessoas. Elas sabem que é somente através da poupança que conseguiremos ter uma segurança financeira e também tornar possível a realização de nossos sonhos. Mas, gastando mais do que se ganha, nunca se conseguirá iniciar uma poupança, por mais que se deseje. A segunda questão é que, na maior parte das vezes, encaramos a poupança como algo secundário. O raciocínio é o seguinte: vou pagar minhas despesas do mês e o que sobrar vou guardar. E quase nunca sobra. Isso acontece, pois, ao saber que podemos ter uma quantia disponível, acabamos buscando, mesmo que de uma forma inconsciente, como gastar esse dinheiro. Pode ser adquirindo algo que não estava planejado ou mesmo aumentando algum de nossos gastos mensais. E como mudar isso? Tornando a economia algo obrigatório. Todo mês, temos o compromisso de pagar algumas contas: o aluguel, a luz, o telefone, o supermercado. Temos de criar o mesmo compromisso para aquela quantia que queremos economizar. A definição desta obrigatoriedade é fundamental para consolidar o hábito da poupança. Finalmente, você menciona o fato de começar a guardar, mas logo depois acaba gastando a poupança. Porque isso acontece? Na maioria das vezes, por não termos um objetivo claro para o dinheiro que está sendo economizado. As pessoas acham que devem guardar dinheiro por guardar. O melhor a se fazer é definir um objetivo para aquele dinheiro. Trocar o carro, pagar uma pós-graduação, fazer uma viagem, garantir a aposentadoria. Ao darmos um destino concreto para essa economia, estamos ajudando nosso cérebro a ligar o dinheiro guardado à realização de um determinado objetivo. Dessa forma, será mais difícil dar qualquer outro destino para esta poupança. Outra questão fundamental é saber separar o dinheiro que devemos ter guardado para uma emergência (que é algo que não podemos planejar) e o dinheiro guardado para a realização de um objetivo. Se possível, devemos inclusive usar contas separadas. Se estivermos aplicando em caderneta de poupança, devemos ter duas contas: uma para as emergências e outra para os sonhos. Para concluir, posso afirmar que o mais importante é ter disciplina. Saber que há a necessidade de se guardar dinheiro para algo não é suficiente. Precisa-se transformar esse desejo em hábito. Somente poupando a cada mês é que conseguiremos realizar nossos sonhos. Realizarei neste sábado, dia 17, o curso “Meu Dinheiro – planejamento financeiro pessoal” no hotel Cheverny (rua Timbiras, 1.492, centro) das 8h às 17h – com um hora de intervalo para almoço. O conteúdo é bem completo: aprender a cuidar do seu dinheiro, a equacionar as dívidas, a realizar os sonhos. Serão apresentadas as principais formas de investimento hoje existentes. E também como abordar o tema finanças nos relacionamentos e com crianças. Para os participantes será fornecido certificado de participação além de um exemplar do livro Meu Dinheiro. Mais informações podem ser obtidas no e-mail carloseduardo@harpiafinanceiro.com.br.

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