Justiça pede prisão preventiva do pai de menino Bernardo

Leandro Boldrini estava preso temporariamente desde 14 de abril e teria de ser soltos à meia-noite desta terça-feira (13)

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Um vídeo publicado na internet pelo Colégio Ipiranga, onde o menino Bernardo Boldrini estudava, mostra a criança fazendo uma homenagem à madrasta no Dia das Mães em 2011
Reprodução/Internet
Um vídeo publicado na internet pelo Colégio Ipiranga, onde o menino Bernardo Boldrini estudava, mostra a criança fazendo uma homenagem à madrasta no Dia das Mães em 2011

O juiz Marcos Luís Agostini, da Comarca de Três Passos, decretou a prisão preventiva do médico Leandro Boldrini, da enfermeira Graciele Ugulini e da assistente social Edelvânia Wirganovicz, na noite desta terça-feira (13). Os três estavam presos temporariamente desde 14 de abril e teriam de ser soltos à meia-noite. Na nova condição, eles seguirão encarcerados por tempo indeterminado.

O médico é pai do menino Bernardo Boldrini, 11 anos, morto em 4 de abril, a enfermeira é madrasta e a assistente social é amiga da enfermeira. Poucas horas antes da decretação da prisão preventiva, os três foram indiciados pela Polícia Civil como responsáveis pelo assassinato do menino, ao final do inquérito que investigou o caso.

Durante a tarde, em seu parecer sobre o pedido de conversão da prisão temporária em preventiva feito pela Polícia Civil, o Ministério Público opinou pelo acolhimento da representação, referindo que o grau de periculosidade dos indiciados é revelado pela conduta fria, premeditada, atroz e covarde na prática do fato, que abalou a ordem pública. Ainda, argumentou que algumas testemunhas relataram o temor de sofrer represálias dos investigados, por terem prestado declarações acerca dos fatos. E alertou para possível risco de fuga do país, em caso de concessão da liberdade.

Com Agência Estado 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave