Sem acordo, greve da saúde continua

Categoria diz que não houve avanço nas negociações; atendimento é afetado

iG Minas Gerais | Lisley Alvarenga |

Assembleia foi feita ontem, na UAI 7 de Setembro
Nelson Batista
Assembleia foi feita ontem, na UAI 7 de Setembro

Os servidores do setor de saúde de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, decidiram ontem continuar em greve até a próxima terça-feira, 20, quando será realizada uma nova assembleia da categoria. A paralisação, que começou no dia 30 de abril, já afeta o atendimento em várias unidades de saúde do município.

De acordo com a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sind-Saúde), Berenice de Freitas, mesmo com a aprovação do reajuste parcelado de 7% pela Câmara Municipal, a categoria resolveu permanecer com o movimento, já que não houve avanço na discussão da pauta de reivindicações dos trabalhadores.

“Na reunião da mesa setorial de negociações realizada ontem (anteontem), eles apenas criaram duas comissões, que terão 90 dias para discutir nossas demandas e apresentar uma proposta para a categoria. Os trabalhadores não aceitam isso e estão revoltados. Queremos uma proposta de imediato, como foi feito para outras categorias na cidade”, disse.

Os servidores reivindicam, entre outros itens, a revisão e a ampliação da gratificação dada aos servidores que trabalham na urgência e na emergência, a ampliação da gratificação para os profissionais que trabalham em unidades de difícil fixação e novo enquadramento dos cargos da secretaria.

Ainda segundo a sindicalista, o governo ameaça cortar o ponto dos trabalhadores que aderiram ao movimento. “A prefeitura ainda ameaçou solicitar na Justiça a ilegalidade da greve”, afirmou.

A Prefeitura de Betim informou que foram criadas duas comissões, que terão cerca de 90 dias para discutir as reivindicações da categoria e a viabilidade das propostas. 

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