Sete soldados ucranianos morrem em emboscada de separatistas

Cerca de 30 rebeldes, que se escondiam entre arbustos ao longo do rio, atacaram com lançadores de granada e armas automáticas

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Sete soldados ucranianos foram mortos e sete ficaram feridos em uma emboscada de separatistas pró-Rússia perto da cidade de Kramatorsk, no leste da Ucrânia, disseram nesta terça (13) o Ministério da Defesa e o serviço estatal de segurança.

Foi o maior número de mortes no contingente do Exército ucraniano desde que soldados foram enviados para o leste, na região de população majoritariamente de língua russa, para desmobilizar grupos separatistas armados que tomaram o controle de cidades e edifícios públicos para pressionar por autonomia.

Segundo o ministério, em um comunicado postado em sua página na internet, uma coluna blindada foi alvo de tiros quando se aproximava de uma ponte perto de um vilarejo a 20 km de Kramatorsk, um dos principais pontos de conflito na região, na qual o Exército teve pouco sucesso nas investidas contra os separatistas.

Cerca de 30 rebeldes, que se escondiam entre arbustos ao longo do rio, atacaram com lançadores de granada e armas automáticas, matando de imediato dois soldados e ferindo outros três, diz o texto.

"No final, como resultado de um combate prolongado, seis membros das Forças Armadas foram mortos. Oito soldados foram feridos, um deles gravemente", assinalou.

Posteriormente, o serviço estatal de segurança informou que o soldado ferido com gravidade havia morrido ao ser levado para um hospital.

Anteriormente, a imprensa russa informou que uma ofensiva das forças ucranianas com blindados estava sendo realizada na cidade.

A cidade foi rodeada completamente pelas forças ucranianas, que realizaram revistas em seu interior na busca de sublevados, acrescentou um porta-voz do governo.

A região de Donetsk proclamou ontem sua independência, assim como a vizinha Lugansk, após um referendo no qual a maioria pró-Rússia votou a favor da separação da Ucrânia, cujas autoridades não reconhecem o resultado da consulta.

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