Professores particulares mantêm mobilização por aumento de salário

Categoria quer 10%, mas sindicato patronal só oferece 6,02% e afirma que devido a situação atual da economia não será possível atender ao pedido; profissionais cruzaram os braços nesta manhã

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Os professores particulares de Belo Horizonte sindicalizados decidiram em assembleia, na manhã desta terça-feira (13), manter mobilização em prol de um reajuste salarial de 10%. O sindicato patronal, por sua vez, oferece 6,02%. As negociações ainda estão em curso.

“Continuamos denunciando que as escolas vem registrando mensalidades acima da inflação, alegando investimentos na estrutura. Mas a relação é inversa com salário dos professores, rebaixando as condições de trabalho desses. Não existe educação com tecnologia, sem profissionais capacitados”, afirmou o presidente do Sindicato dos Professores Particulares do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas), Gilson Reis.

Segundo o presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep/MG), Emiro Barbini, o aumento desejado não é possível devido ao momento desaceleração da economia brasileira. “Se você pesquisar, nenhuma categoria teve aumento maior do que 1% de ganho real. Devido a situação atual da economia, não é possível desse reajuste acontecer”, explicou.

Ainda, para Barbini, os professores deveriam realizar suas assembleias aos fins de semana, para que não prejudiquem crianças e adolescentes com a ausência. De acordo com ele, mesmo com alguns professores de braços cruzados, nenhuma escola particular da capital ficou sem funcionar nesta terça-feira.  

Leia tudo sobre: professoresparticularesnegociação