Sem informação até para o belo-horizontino

iG Minas Gerais | bernardo miranda |

O corredor do Move da avenida Cristiano Machado já está em operação
UARLEN VALERIO / O TEMPO
O corredor do Move da avenida Cristiano Machado já está em operação

Se um turista parasse hoje um belo-horizontino na rua para perguntar que ônibus deve pegar para ir ao Mineirão durante a Copa, ele ficaria sem resposta. É porque, a um mês do início dos jogos, a Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) ainda não divulgou como será o planejamento do Move no corredor Antônio Carlos/Pedro I.  

Pelo menos na teoria, a implantação completa do Move implicaria uma reordenação das linhas que hoje atendem o estádio. Algumas delas devem até ser extintas. Porém, a BHTrans ainda não fez nenhuma divulgação de como será o planejamento e afirma apenas que todo o esquema para a Copa ainda será divulgado.

Mesmo que comece a funcionar antes do Mundial, especialistas em transporte público consideram que o tempo de adaptação ao novo sistema não será o adequado. “É muito pouco para testar um modelo de transporte. Se for necessário fazer algum tipo de mudança, não haverá tempo hábil para isso”, explica o engenheiro de transportes Francisco Magalhães.

Ao longo da Antônio Carlos, as estações de transferência já estão praticamente prontas, mas, até agora, nenhum ônibus circulou por lá com passageiros. Apenas testes.

legado. As intervenções na área de mobilidade voltadas para a Copa enfrentaram uma limitação. Elas deviam atender não os locais com principal demanda de investimentos nas cidades-sede, mas sim as regiões no entorno do estádio, da área hoteleira ou do aeroporto. Essa decisão engessou as propostas, e até mesmo o Ministério das Cidades admite o erro de avaliação.

“Muitas cidades deixaram os projetos de lado por entenderem depois que não haveria demanda naquela região após a Copa. Com isso, acabaram perdendo a verba. Queremos corrigir com o pacto pela mobilidade que vai destinar R$ 50 bi para obras”, avaliou a analista de infraestrutura do Ministério das Cidades, Paula Magalhães. Nesse pacto pela mobilidade, estão previstos os recursos para viabilizar a expansão do metrô de Belo Horizonte.

Apenas uma faixa. Onde hoje está a avenida Pedro II deveria haver mais um corredor do Move. Porém, a prefeitura desistiu da intervenção por causa do alto custo das indenizações. Em vez do corredor, a Pedro II vai ganhar apenas uma faixa exclusiva para ônibus. Porém, as intervenções lá também não devem ficar prontas a tempo para a Copa do Mundo. Apesar de a previsão de entrega da prefeitura ser maio deste ano, os trabalhos estão muito tímidos na via, e a faixa exclusiva não deve estar em operação no Mundial.

Destino: Mineirão De carro. Partindo da Savassi, o torcedor que sair de carro gastará em torno de 25 minutos, se não houver trânsito e for pela avenida Antônio Carlos. Se escolher a avenida Carlos Luz, conhecida como “Catalão”, o tempo gasto sobe um pouco, para 27 minutos. Porém, não será permitido estacionar no entorno. De táxi. A BHTrans ainda não decidiu se, durante a Copa, os táxis da capital poderão utilizar as faixas exclusivas para ônibus, juntamente com o Move. Se o corredor for liberado, o tempo de viagem da Savassi até o Mineirão será de 16 minutos. O preço da corrida será de R$ 35 na bandeira 1 e R$ 41 na bandeira 2. De ônibus. Só a BHTrans sabe, já que até agora nada foi divulgado pelo órgão sobre como vai funcionar o Move na Antônio Carlos. Atualmente, a linha 2004 faz a ligação entre a Savassi e o Mineirão. O preço da passagem é R$ 2,85, e o tempo de trajeto até o estádio é de 1h11. Porém, a BHTrans ainda não informou se a linha convencional poderá utilizar o corredor exclusivo de ônibus após o Move entrar em operação. De Metrô. O metrô não vai até o Mineirão. Porém, quem estiver em um dos bairros da cidade que contam com esse sistema de transporte pode pegar o trem, descer na estação Lagoinha e completar o trajeto de Move. Saindo da estação Eldorado, em Contagem, levará 1h48 para chegar ao estádio.

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