Semifinal tem apenas 15% de mineiros

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |


Invasão estrangeira. 
Argentinos dividem com os alemães a liderança no ranking de ingressos comprados para a semifinal
Dolores Ochoa
Invasão estrangeira. Argentinos dividem com os alemães a liderança no ranking de ingressos comprados para a semifinal

A semifinal da Copa do Mundo no Mineirão, no dia 8 de julho, será, certamente, o jogo mais importante entre seleções da história do estádio. Esse duelo épico, no entanto, não deve ter mais do que 15% daquele povo que, por quase 50 anos, o tem frequentado: os mineiros.

A parcial de venda de ingressos do público geral para a partida mostra que 57% dos presentes serão de estrangeiros, 28,5% de brasileiros que moram em outros Estados e apenas 14,5% de moradores de Belo Horizonte, região metropolitana ou interior de Minas. Os dados fazem parte do relatório de comercialização da primeira e da segunda fases de vendas enviado pela Fifa às cidades-sede (veja ao lado como está a procura por bilhetes para os seis jogos do Mineirão).

Para a semifinal, os argentinos e os alemães são os estrangeiros mais confiantes. Eles já garantiram, respectivamente, 11,7% e 11,3% dos bilhetes para o jogo. É praticamente a mesma quantidade de paulistas (12%) com ingressos comprados.

À medida que a Copa for acontecendo, com seleções classificadas e eliminadas, o perfil dos torcedores da semifinal pode mudar. O dono do ingresso tem a possibilidade de repassá-lo a outra pessoa se não quiser mais ir ao jogo, já que seu time preferido não estará por lá.

Messimania. A Argentina escolheu a Cidade do Galo, em Vespasiano, para treinar durante a Copa. Consigo, ela trará centenas de jornalistas hermanos e a pompa de um bicampeão mundial, que tem no elenco nada menos do que o jogador eleito três vezes melhor do mundo, Lionel Messi.

Percentualmente, o balanço parcial de venda de ingressos mostra que o jogo entre Argentina e Irã, no dia 21 de junho, será a partida com mais estrangeiros de uma única nação nas arquibancadas: 24,9% só de argentinos.

Na contramão, a presença de iranianos no jogo deve ser pouco significativa. Apenas 1,3% tem ingressos. Mas, como mais da metade do estádio deverá estar preenchida por brasileiros, o Irã pode ganhar a mesma torcida que o Taiti conquistou por aqui.

Democracia. O confronto entre Bélgica e Argélia é a partida em que o bolo dos ingressos ficou mais democraticamente dividido: um terço para moradores de Belo Horizonte e região metropolitana, outro terço para brasileiros e mineiros do interior e a outra parte para estrangeiros. Esse é o único jogo da capital mineira que ainda não tem ingressos esgotados na terceira e última fase de vendas. Restam poucos e são os mais caros.

Testemunhas. O jogo contra a Costa Rica pode ser decisivo para a Inglaterra em um grupo complicado com Uruguai e Itália. Uma nova zebra para os ingleses em Belo Horizonte é algo a se considerar – na Copa de 50, os Estados Unidos venceram o British Team por 1 a 0, no Independência. De olho em um novo capítulo, muitos norte-americanos já garantiram entradas para testemunhar a nova (ou repetitiva) história. Depois da Inglaterra (16,9%), os EUA são o país que mais comprou ingressos (8,3%). Os costa-riquenhos – que já vão ter enfrentado Uruguai e Itália e podem ir para o jogo já eliminados – garantiram 3,9%.

Colombianos. Há 20 anos sem participar de uma Copa do Mundo, a Colômbia vai pôr fim a esse hiato em Belo Horizonte, contra a Grécia. Os colombianos estão entre as nacionalidades que mais adquiriram ingressos para o Mundial. Já são pelo menos 30 mil ingressos vendidos para as três partidas da primeira fase. Curiosamente, os números da venda de ingressos para a seleção de Falcao García têm um pico em Belo Horizonte (23,2%) – algo mais do que explicado – e caem nas partidas seguintes, o que mostra que o torcedor vai seguir seu time. Em Brasília, a Colômbia enfrenta a Costa do Marfim e, em Cuiabá, pega o Japão. Chilenos desbancam holandeses e espanhóis para jogo das oitavas Segundo jogo mais cobiçado de Belo Horizonte, a partida das oitavas de final mostra uma onda de otimismo dos chilenos na classificação para a segunda fase. Os torcedores da La Roja lideram a lista de estrangeiros que mais adquiriram bilhetes para o duelo na capital mineira (9,3%). 

O Chile está no grupo B, com as finalistas da última Copa, Espanha e Holanda, além da Austrália. A chave é considerada uma das mais difíceis, mas os chilenos estão confiantes em que podem ficar em segundo lugar e pegar o primeiro do grupo A, chave do Brasil. Os vizinhos sul-americanos mostram mais esperança do que holandeses (2,2%) e espanhóis (1,8%), que, ou não acreditam que vão passar de fase, ou creem que se classificarão em primeiro e fugir do trajeto por Belo Horizonte.  Os dados apontam um outro povo de grande crença: os mexicanos. Eles, que já estiveram na capital mineira no ano passado, para enfrentar o Japão pela Copa das Confederações, pretendem voltar. Depois do Chile, o México é o país que mais pediu ingressos para as oitavas de final em Minas. Na prática, os mexicanos dão a entender que sua seleção será a primeira colocada no grupo do Brasil.  Mas, se de tudo der errado, eles podem ter como consolação um grande duelo para assistir entre Brasil e Holanda ou Brasil e Espanha, por exemplo. Em casa. Belo Horizonte também é a base de preparação do Chile para a competição. A equipe vai treinar na Toca da Raposa II, jogar em outras cidades e voltar para a capital mineira logo depois de cada duelo. Os chilenos já conhecem a cidade. Estiveram por aqui em 2013 em um amistoso contra a seleção brasileira, que terminou empatado. 

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