Quem não tem metrô vai de Move improvisado

iG Minas Gerais | bernardo miranda |

Ainda há muito o que fazer na Estação do Move Antônio Carlos/Pedro I
FOTOS DENILTON DIAS
Ainda há muito o que fazer na Estação do Move Antônio Carlos/Pedro I

No dia 30 de outubro de 2007, o Brasil era confirmado como sede da Copa do Mundo de 2014. Junto com a alegria de receber o campeonato mundial do esporte mais popular do país, o anúncio encheu de esperanças o morador de Belo Horizonte que acreditava ter a chance de ver a infraestrutura de transportes da cidade ser transformada.

Quase sete anos depois e a um mês do jogo de abertura, a tão sonhada expansão do metrô não chegou nem perto de sair do papel. O Move, nome dado ao BRT de Belo Horizonte, vai funcionar de maneira improvisada durante o Mundial e só estará 100% pronto depois da Copa. Após o anúncio da Fifa, houve uma disponibilidade de um grande volume de recursos para obras de mobilidade no país, mas os gestores não estavam preparados e faltaram projetos adequados. Para acelerar as obras, o Regime Diferenciado de Contratações (RDC) foi aprovado. Nele, o projeto executivo e as obras podem ser licitados de uma só vez. A solução virou um gol contra, com estruturas sendo refeitas, por falta de estudo prévio, e custo mais alto. 

Não deve ficar 100% pronto O principal meio de transporte para levar o torcedor que vier a Belo Horizonte até o estádio ainda não foi inaugurado. O Move do corredor Antônio Carlos/Pedro I ainda não começou a rodar. Apesar de a prefeitura afirmar que tudo vai ficar pronto para a Copa, quem passa pela Estação de Integração Pampulha tem a certeza de que a estrutura não estará completa. Até engenheiros que trabalham no local afirmam que não será possível entregar o projeto 100% finalizado para o Mundial.

Em operação, mesmo com obras. Mesmo em obras, a Estação Pampulha vai entrar em operação durante o Mundial. A ideia é que o terminal receba pelo menos parte das linhas previstas no planejamento inicial. O mesmo acontece na Estação São Gabriel, onde o Move do corredor da Cristiano Machado está em operação desde março, mas as estruturas ainda estão incompletas. Para que o terminal pudesse receber os passageiros em segurança, as obras estão paralisadas durante o dia e são realizadas apenas pela madrugada. Passageiros que utilizam o local encontram entulhos e sofrem com infiltrações . Apesar de não fazer ligação com o Mineirão, a Cristiano Machado é uma das principais avenidas que atendem a área hoteleira da região Nordeste da cidade e é caminho do Aeroporto Internacional de Confins até o centro.

 

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