Só a Fifa para diminuir as polêmicas em torno das arbitragens

iG Minas Gerais |

Dirigentes do Atlético, Cruzeiro e América não querem saber de arbitragem mineira conduzindo os clássicos entre eles. Aí trazem apitadores e bandeiras de outros Estados, que erram do mesmo jeito. A diferença é que, diferentemente dos mineiros, os dos outros Estados vão embora logo após a partida e nem tomam conhecimento das críticas e reclamações de quem foi prejudicado. São cada vez mais raros os jogos em que não há polêmicas. Em clássicos e decisões, mais ainda. Além dos erros dos apitadores e auxiliares, a marcação que eles sofrem das câmeras de TV é também cada vez maior. Há erros escandalosos e os de difícil definição, como nos lances de impedimentos, principalmente. Só ela! A Fifa poderia diminuir e muito essas polêmicas e pendências com duas medidas: acabar com o impedimento e instituir o uso de imagens para dirimir dúvidas. Mas ela não quer mexer em nada disso por uma série de interesses que ela tem. Esse Atlético 2 x 1 Cruzeiro foi mais um jogo com erro da arbitragem, dessa vez, a favor do Galo, no lance do impedimento marcado pela bandeirinha, que poderia ter resultado em gol. No clássico anterior, a reclamação foi do Atlético. Vamos ver quem reclamará no próximo. Fez por onde... Finalmente, o nosso maior clássico saiu do 0 a 0 depois de quatro confrontos. Mas, certamente, essa vitória do Galo não foi na melhor das últimas cinco partidas entre eles. Os dois times desfigurados: o Cruzeiro com apenas Fábio, da prateleira de cima, e o Atlético sem cinco dos seus melhores. Na “fritada dos ovos”, a única coisa que fez lembrar o grande clássico entre eles foi a vestimenta: a Raposa de camisa azul, calção branco, meiões azuis; o Galo com a listrada, calção preto e meiões brancos. Como sempre Foi um jogo dos nervos à flor da pele como todos entre Atlético e Cruzeiro, mas razoável tecnicamente, onde os treinadores pensaram em não tomar gols e, quando possível, tentar marcar. Para o bem do futebol, felizmente, o placar foi aberto quase no fim do primeiro tempo, aos 37, obrigando a Levir Culpi e Marcelo Oliveira a repensar suas estratégias. O equilíbrio foi repetido no segundo tempo com o Cruzeiro dando mostras de satisfeito com o resultado e o Atlético tentando sair da zona do rebaixamento.

Promessa cumprida Também valia a promessa do zagueiro argentino Otamendi que não queria se despedir da massa atleticana sem vencer um clássico. Aos nove, Marion empatou, e entrou para a história do clássico. O futebol é cheio de surpresas, e Marion é um bom exemplo. Vi esse moço jogando pelo Democrata de Sete Lagoas e não dava para imaginar que ele se inserisse na “prateleira de cima” do nosso futebol. Pois conseguiu, e que justiça seja feita a Paulo Autuori, que deu a ele as primeiras oportunidades no profissional do Atlético.

Coelho forte O que nos deixa otimistas em relação ao América é que o time está vencendo jogando bem, e o técnico Moacir Júnior quando substitui um jogador o rendimento não cai, o que mostra que o elenco foi bem montado para essa disputa da Série B. Um plantel equilibrado é fundamental em competições longas como o Brasileiro, principalmente neste ano, com o calendário mais apertado em função da Copa do Mundo. Ainda neste mês, o time faz cinco jogos em apenas 14 dias, começando amanhã contra o Bahia, pela Copa do Brasil, em Salvador, na Bahia.

Diferenças Felizmente, o Campeonato Brasileiro não é uma semelhança do Espanhol, Italiano, Inglês, Português e outros europeus, ou onde dois ou três clubes são figuras carimbadas na final. O Botafogo deu de 6 a 0 no Criciúma; o Palmeiras ganhou fácil de 2 a 0 do Goiás; mas quem aposta que um deles brigará pelo título ou contra o rebaixamento desse campeonato?

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