As marcas do amor do Senhor permanecem

iG Minas Gerais |

O mundo está ficando cada vez menor. Hoje há facilidade de conhecê-lo, seja por meio da internet ou pela facilidade de viajar. Certa vez, participei de um encontro em Jerusalém, que não era grande com relação ao número de participantes, mas um dos maiores encontros no número de países representados ali. Por isso, afirmei que o mundo, de certa forma, está cada vez menor. Foram momentos tão lindos, e só Deus para fazer aquilo. Foi tão bonito ver irmãos judeus junto com árabes e tantas outras nacionalidades reunidas. Quando chegamos a Jerusalém, antes de irmos para o hotel fomos ao Monte das Oliveiras, lá do alto, contemplamos a cidade antiga de Jerusalém e as muralhas. A graça, a presença e o impacto de sabermos que estávamos no Monte das Oliveiras foram tão gloriosos, celestiais, porque lemos tanto na Bíblia sobre ele e, de repente, estávamos contemplando-o tão de perto. Também vimos o monte Sião, em certo sentido, lemos ali a Bíblia, com os pés. O Monte das Oliveiras foi o lugar onde Jesus ascendeu aos céus. Dele, pudemos ver a cidade antiga, em que ficava o templo, e lembrar tantas coisas, sentir tantas delícias. Ali é um lugar onde podemos ouvir a Deus, um lugar onde, realmente, podemos contemplar a realidade tão gloriosa da vida do Senhor. Foi em Jerusalém que tudo aconteceu, que o Senhor morreu, ressuscitou e ascendeu aos céus. O tema sobre a ascensão do Senhor Jesus não é muito falado, ao contrário, muitas vezes é negligenciado. Os aspectos da vida de Jesus Cristo são marcados por comemorações como o Natal, que é visto como o seu nascimento. Celebramos a morte e a ressurreição de Jesus, mas a ascensão, que é o que fecha o ciclo totalmente, como disse, muitas vezes, é negligenciada. Esse evento está descrito na Palavra como profecia. Veja o verso 18, do Salmo 68: “Subiste às alturas, levaste cativo o cativeiro; recebeste homens por dádivas, até mesmo rebeldes, para que o Senhor Deus habite no meio deles”. Esse é um texto profético. Davi estava olhando o que nossos olhos naturais não conseguem perceber e estava vendo o que iria acontecer. A ascensão do Senhor está descrita nas Escrituras de uma forma muito pontual, em Marcos capítulo 16, versos 19 e 20: “De fato, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à destra de Deus. E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam”.  Depois da ressurreição de Jesus, até a sua ascensão, passaram-se quarenta dias, os quais Jesus ficou com os seus discípulos, caminhou com eles, deu-lhes as últimas instruções, mas quando o Senhor os levou para Betânia, Ele ergueu as mãos e os abençoou. As suas mãos, agora, tinham os sinais dos cravos, porque as marcas dos cravos não desapareceram das mãos de Jesus, e nunca irão desaparecer. As marcas do amor do Senhor permanecem. Muitas vezes, em suas tribulações, Satanás pode dizer que o Senhor não se importa e que não está nem aí para você, mas quando contemplamos as mãos de Cristo, o amor dEle, desprezamos toda mentira de satanás. Foi ali no Monte das Oliveiras que Jesus subiu aos céus e será ali, quando voltar, que Ele colocará os Seus pés. Estou convencido de que nenhum outro evento na vida de Jesus, mesmo que todos sejam igualmente importantes, é tão glorioso e importante quanto a ascensão do Senhor. Se tivesse acontecido somente a cruz e a ressurreição, já seria glorioso, mas é a ascensão do Senhor que nos traz ao coração a compreensão de que Ele é Rei. Não podemos, de forma alguma, subestimar o que é realmente a bênção da ascensão, pois, caso contrário, nunca teremos a compreensão de onde Ele está agora: reinando.

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