Servidores federais em greve

Em Minas Gerais, trabalhadores do Iphan, Funarte e Ibram aderiram ao movimento nacional por melhoria salarial

iG Minas Gerais | Lygia Calil |

Parados. Os servidores do Ministério da Cultura não estipularam um prazo para o término da greve
Luiz Fernando Vieira / Divulgação
Parados. Os servidores do Ministério da Cultura não estipularam um prazo para o término da greve

A exatos 31 dias da abertura da Copa do Mundo no Brasil, os servidores do Ministério da Cultura iniciaram ontem uma greve por tempo indeterminado buscando melhorias salariais, plano de carreira e incorporação de gratificações. Por causa da paralisação, algumas instituições federais em Minas Gerais estão com as portas fechadas, como o Museu da Inconfidência, em Ouro Preto.

Segundo os grevistas, não há aumento real no salário dos servidores desde 2007. E houve acordos não cumpridos pelo governo em 2005, 2007 e 2011 – entre os pontos, a racionalização de cargos e a implementação de gratificação por titulação não foram colocadas em prática após acordadas.

“Existe uma política sistemática de desvalorização dos servidores da Cultura. Atualmente, somos a categoria mais mal paga dos servidores do executivo. Por isso, acreditamos que a adesão à greve nos próximos dias poderá se intensificar”, afirmou um dos grevistas, o técnico em pesquisa José Bittencourt, que trabalha no setor de licenciamento ambiental do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Além do Iphan, no Estado participam da greve servidores da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e o Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram), que administra sete museus mineiros – deles, estão sem atendimento ao público o da Inconfidência, em Ouro Preto, do Ouro, em Sabará e Regional de Caeté.

Mesmo com a greve, a programação cultural da Funarte será mantida – a apresentação da peça “John & Joe”, do Festival Internacional do Teatro (FIT), segue agendada para hoje e amanhã.

Turismo. A proximidade da Copa traz de volta a preocupação com turistas estrangeiros, que não poderão visitar equipamentos públicos, como os museus do Ibram. Em 2007, uma greve de 73 dias durante a realização dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro impediu a visita aos 30 museus sob administração do instituto. “A greve tem uma pauta específica, não é contra a realização do evento esportivo, nem contra o governo. Mas os salários se tornaram insuficientes”, disse Bittencourt.

As negociações serão feitas com o Ministério do Planejamento, órgão responsável pelos reajustes federais.

Por meio da assessoria de imprensa, o ministério informou que a questão salarial não será discutida com os grevistas, porque um acordo de 2013 ainda está em vigor até janeiro de 2015, quando a última parcela do reajuste de 15,8% acordado será quitada.

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