Envolvido na morte do menino Bernardo prefere se calar em depoimento

Advogado de defesa declarou que cliente só irá falar se for submetido a um detector de mentiras

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Um vídeo publicado na internet pelo Colégio Ipiranga, onde o menino Bernardo Boldrini estudava, mostra a criança fazendo uma homenagem à madrasta no Dia das Mães em 2011
Reprodução/Internet
Um vídeo publicado na internet pelo Colégio Ipiranga, onde o menino Bernardo Boldrini estudava, mostra a criança fazendo uma homenagem à madrasta no Dia das Mães em 2011

Evandro Wirganovicz, apontado pela Polícia Civil gaúcha como novo suspeito de participar da morte do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, ficou calado em depoimento na tarde desta segunda-feira (12). 

Segundo o advogado Demetryus Grapiglia, seu cliente só aceita falar se for submetido a um detector de mentiras. O objetivo é produzir uma "prova técnica" e mostrar que ele não tem envolvimento no caso. "Jamais alguém, se tivesse alguma participação [no crime], iria se sujeitar a isso", disse o advogado.

Evandro foi preso anteontem. A polícia investiga a suspeita de que ele tenha ajudado a escavar uma cova em um matagal em Frederico Westphalen (a 447 km de Porto Alegre), onde o corpo de Bernardo foi encontrado.

Além dele, já estavam presos a irmã dele, a assistente social Edelvânia Wirganovicz, o pai do garoto, Leandro Boldrini e a madrasta, Graciele Ugolini.

Para o juiz Fernando Vieira dos Santos, que decretou a prisão temporária do suspeito, a presença de um homem na cena do crime é "verossímil", porque o terreno onde o corpo do garoto foi ocultado é de difícil escavação.

Testemunhas relataram à polícia terem visto o carro de Evandro próximo ao local dias antes da morte do menino - o que ele nega. Segundo Grapiglia, responsável pela defesa, o irmão de Edelvânia costumava ir àquela região para pescar. "As pessoas podem ter visto o carro dele e confundido as datas", relata.

Entenda 

Bernardo morava em Três Passos, no interior do RS, e desapareceu no dia 4 de abril. Dez dias depois, o corpo do garoto foi localizado em Frederico Westphalen.

Segundo a polícia, foi Edelvânia quem indicou onde estava o corpo do menino. Ela admite ter ajudado a ocultar o corpo, mas nega ter ajudado a matá-lo.

Já a madrasta afirmou à polícia que a morte ocorreu de forma "acidental". Ela disse ter dado remédios ao garoto, que estaria "agitado", para fazê-lo dormir. Em seguida, viu que o garoto não apresentava reações.

A defesa de Leandro Boldrini nega participação do crime e diz que o pai não tinha conhecimento do ocorrido.

Com Folia Press

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