Ocupação do bairro Areias consegue suspensão da ordem de despejo

Informação foi passada pelo escritório de advocacia popular Coletivo Margarida Alves; já reunião na Sedru terminou com a promessa de mesa de negociações com a Prefeitura de Ribeirão das Neves

iG Minas Gerais | Gustavo Lameira |

Manifestantes ocuparam a Cidade Administrativa durante a manhã e tarde desta segunda-feira (12)
Foto: Owvaldo Ramos
Manifestantes ocuparam a Cidade Administrativa durante a manhã e tarde desta segunda-feira (12)

O encontro entre representantes da ocupação do bairro Areias e a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru) terminou com promessa de negociação.

Notícia melhor para as cerca de 300 famílias que ocupam o terreno em Ribeirão das Neves, na região metropolitana, foi dada pelo escritório de advocacia popular Coletivo Margarida Alves, que conseguiu a suspensão provisória da ordem de despejo. O grupo teria que deixar o terreno na manhã desta terça-feira (13).

De acordo com Rafael Bittencourt, da Brigadas Populares, seis dos 250 ocupantes que tomaram a frente dos prédios da Cidade Administrativa participaram da reunião com o secretário da pasta, Alencar Viana, por mais de uma hora. "O secretário disse que convidar a Prefeitura de Ribeirão das Neves para uma mesa de negociações, para tentar resolver o impasse, mas não há data para isso". Os manifestantes já deixaram a Cidade Administrativa.

A reportagem de O TEMPO tentou contato com a Sedru, mas nenhum dos telefones atendeu.

Ocupação Areias

A Ocupação Areias está há cerca de oito meses em um lote particular, que estava abandonado, na Fazenda Nossa Senhora de Santana, no bairro Santa Paula. A Prefeitura de Ribeirão das Neves informa que cabe à justiça decidir o futuro do local, e que o papel do poder público é acompanhar o diálogo entre as partes.

Por determinação do Ministério Público Estadual, a Prefeitura de Ribeirão das Neves ofereceu uma área como alternativa para os moradores. Representantes da ocupação alegam que a área em questão é um galpão de 200 m² com apenas dois banheiros, o que não comportaria as famílias. A proposta foi rejeitada. A Prefeitura informou ainda que faz um cadastramento dos moradores para incluí-los em programas habitacionais do município.

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