Vale e Petrobras ajudam Bolsa a chegar a maior nível em seis meses

Nesta segunda-feria (16), Ibovespa subiu 1,79%, devolvendo parte das perdas acumuladas nas duas sessões anteriores

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Vale e Petrobras ajudam Bolsa a voltar ao maior nível em quase seis meses
Vale/Divulgação
Vale e Petrobras ajudam Bolsa a voltar ao maior nível em quase seis meses

As ações de blue chips (empresas mais negociadas) guiaram a Bolsa brasileira de volta ao seu maior nível em quase seis meses no pregão desta segunda-feira (12), apesar da pressão negativa do setor imobiliário.

O Ibovespa, principal índice do mercado nacional, subiu 1,79%, devolvendo parte das perdas acumuladas nas duas sessões anteriores. Com isso, o indicador atingiu 54.052 pontos, igualando a pontuação vista em 7 de maio, quando havia registrado o maior patamar desde 18 de novembro do ano passado.

Segundo analistas, a alta da Bolsa em um dia de menor volume de negócios sinaliza que a tendência de curto prazo continua positiva. O volume financeiro movimentado na BM&FBovespa hoje foi de R$ 5 bilhões -abaixo da média de R$ 7,3 bilhões de maio.

"A agenda escassa de indicadores surtiu efeito positivo sobre a Bolsa, pois o mercado está otimista nas últimas semanas, principalmente de olho nos desempenhos das estatais", diz João Pedro Brügger, analista da consultoria Leme Investimentos.

Para Rogério Oliveira, especialista em Bolsa da corretora Icap do Brasil, o bom humor visto no exterior ajudou a sustentar o ganho do Ibovespa. Nos EUA, os índices Dow Jones e Standard & Poor's 500 fecharam em níveis recordes de 16.695 pontos e 1.896 pontos. Os mercados europeus subiram entre 0,3% e 1,5%.

As ações preferenciais da Vale (sem direito a voto) tiveram forte valorização de 4,26%, depois que a China -principal destino de suas exportações- prometeu avançar com uma série de reformas no mercado de capital em uma tentativa de aumentar a abertura a investimento estrangeiro.

Também impulsionou o Ibovespa o avanço de 2,04% das ações preferenciais da Petrobras. A estatal divulgou na última sexta-feira um lucro de R$ 5,393 bilhões no primeiro trimestre, queda de 30% sobre o valor visto um ano antes. A cifra, no entanto, veio ligeiramente acima das expectativas. O desempenho foi negativamente afetado pela provisão bilionária para o programa de demissão voluntária e o crescente prejuízo na área de abastecimento.

Para os analistas Pedro Medeiros e Fernando Valle, do Citigroup, apesar dos números em linha com o previsto, houve alguns destaques positivos. "A alavancagem (dívida sobre patrimônio líquido) se manteve no nível de 39%, ajudada em parte pelo dólar mais fraco no final do trimestre", dizem, em relatório.

Outro ponto que agradou a equipe do Citi foi o aumento na meta de otimização de custo da empresa em 2014, que passou de R$ 6,6 bilhões para R$ 7,3 bilhões. Os analistas esperam crescimento da produção de petróleo em maio, o que deve beneficiar o próximo resultado da estatal.

A presidente da Petrobras, Graça Foster, disse hoje que a estatal irá cumprir sua meta de aumento de produção de petróleo neste ano de 7,5%, com intervalo de dois pontos para cima ou para baixo, o que anima os investidores.

Na avaliação de Vinicius Canheu e Andre Sobreira, do Credit Suisse, os números trimestrais da companhia não surpreenderam. No lado positivo, eles destacam que os custos de extração de petróleo ficaram estáveis no trimestre e que o programa de eficiência na Bacia de Campos continua obtendo sucesso.

"No geral, a Petrobras continua mantendo um resultado apertado e segue precisando muito de aumentos de preços e de produção, que, até então, não é o caso", afirma a equipe do Credit Suisse em relatório.

Com Folia Press 

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