Ministro admite que Galeão ainda poderá ter problemas na Copa

Moreira Franco, da Aviação Civil, pediu reforço nas áreas de imigração e desembarque para reduzir o desconforto de torcedores e delegações que virão à cidade para o Mundial

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Elza Fiúza/ABr
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O ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, admitiu nesta segunda-feira (12) que os passageiros poderão enfrentar problemas ao desembarcar no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, durante a Copa do Mundo.

Ele pediu reforço nas áreas de imigração e desembarque para reduzir o desconforto de torcedores e delegações que virão à cidade para o Mundial.

Devido a atrasos da Infraero, a Copa será realizada com o terminal 1, mais antigo, ainda em obras. Nas últimas semanas, os passageiros têm encontrado elevadores parados e áreas isoladas por tapumes.

"Problemas dessa natureza ocorrem em outros lugares. São problemas naturais. O que é grave é o acúmulo, o descaso de muitos anos", disse o ministro, em visita ao aeroporto.

"O terminal 1 está em condições mais difíceis do que o terminal 2. Mais difíceis, não. Em condições físicas piores", acrescentou.

Moreira atribuiu os problemas ao histórico de falta de investimentos no Galeão. Ele argumentou que o aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, foi inaugurado na mesma época e já passou por sucessivas reformas, o que não ocorreu no Rio.

"Lamentavelmente, o Galeão continuou exatamente como era, ou pior até do que foi inaugurado. Isso nós não vamos tolerar mais", disse.

O ministro pediu cooperação à Polícia Federal e à Aeronáutica para reforçar o atendimento na imigração e agilizar o desembarque dos passageiros durante a Copa.

"Fizemos uma discussão com a revista da PF e o comando da Aeronáutica sobre a área de contingência na imigração para que tenhamos facilidade no acesso. Infraestrutura nós precisamos ter de sobra para eventuais questões", disse.

INAUGURAÇÕES

O Galeão foi leiloado por R$ 19 bilhões em novembro de 2013, mas só passará a ser administrado pela iniciativa privada em agosto, um mês depois do fim da Copa. O consórcio vencedor reúne a Odebrecht e a Changi, de Cingapura.

No próximo dia 1º, a presidente Dilma Rousseff deve vir ao Rio inaugurar a Transcarioca, corredor expresso de ônibus que ligará o aeroporto, na Ilha do Governador (zona norte), à Barra da Tijuca (zona oeste).

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