Polícia apreende armas roubadas da casa de coronel assassinado

Além das armas, foram recuperadas, segundo a polícia, munições e alguns utensílios domésticos roubados no crime; Paulo Malhães foi morto no dia 25 de abril

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

RJ - PAULO MALHÃES/MORTE/ARQUIVO - POLÍTICA - Foto de arquivo de 25/03/2014 do   coronel reformado Paulo Malhães, de 76   anos, durante depoimento à Comissão   Nacional da Verdade, no centro do Rio   de Janeiro, sobre a Casa da Morte,   centro clandestino de tortura que   funcionou em Petrópolis, na Região   Serrana do Estado do Rio, nos anos 70.   Malhães contou recentemente em   depoimento à Comissão Estadual da   Verdade do Rio que foi o responsável   por sumir com o corpo do ex-deputado     Rubens Paiva. Ele também detalhou os   métodos para se livrar dos presos   políticos mortos no local sob tortura.   Malhães foi encontrado morto nesta   manhã no sítio em que morava em Nova   Iguaçu (cidade na Baixada Fluminense).   O corpo apresentava marcas de asfixia,   segundo a Polícia Civil.   25/03/2014 - Foto: MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO CONTEÚDO
ESTADÃO CONTEÚDO
RJ - PAULO MALHÃES/MORTE/ARQUIVO - POLÍTICA - Foto de arquivo de 25/03/2014 do coronel reformado Paulo Malhães, de 76 anos, durante depoimento à Comissão Nacional da Verdade, no centro do Rio de Janeiro, sobre a Casa da Morte, centro clandestino de tortura que funcionou em Petrópolis, na Região Serrana do Estado do Rio, nos anos 70. Malhães contou recentemente em depoimento à Comissão Estadual da Verdade do Rio que foi o responsável por sumir com o corpo do ex-deputado Rubens Paiva. Ele também detalhou os métodos para se livrar dos presos políticos mortos no local sob tortura. Malhães foi encontrado morto nesta manhã no sítio em que morava em Nova Iguaçu (cidade na Baixada Fluminense). O corpo apresentava marcas de asfixia, segundo a Polícia Civil. 25/03/2014 - Foto: MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO CONTEÚDO

A Polícia Civil do Rio apreendeu parte das armas roubadas da casa do coronel Paulo Malhães, assassinado no mês passado em seu sítio em Nova Iguaçu (Baixada Fluminense).

Duas pessoas que estavam com o arsenal foram presas em flagrante sob suspeita de posse ilegal de arma.

De acordo com a polícia, as armas foram apreendidas após o setor de inteligência policial localizar uma residência onde estavam as armas levadas do sítio do coronel. Além das armas, foram recuperadas, segundo a polícia, munições e alguns utensílios domésticos roubados no crime.

No dia 25 de abril, Malhães foi encontrado morto com sinais de asfixia, num dos cômodos de seu sítio, em Nova Iguaçu (RJ). Na ação dos criminosos, a mulher do militar e o próprio caseiro foram amarrados em quartos distintos, após a invasão da casa.

O coronel reformado havia prestado, um mês antes, depoimento à Comissão da Verdade no qual reconhecia ter participado de torturas, mortes e ocultação de corpos de vítimas da ditadura militar (1964-1985). Membros de comissões da Verdade nacional e do Rio suspeitaram de "queima de arquivo".

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