Frente de esquerda se desenha

Em Minas, PSTU, PSOL e PCB vão definir nomes para chapa ao governo do Estado e ao Senado

iG Minas Gerais | Larissa Arantes |

Vanessa Portugal (PSTU) ainda não decidiu qual cargo disputará
LEO FONTES / O TEMPO
Vanessa Portugal (PSTU) ainda não decidiu qual cargo disputará

Com o mote de servir como alternativa à polarização entre PT e PSDB, a frente de esquerda formada por PSOL, PSTU e PCB se reúne na próxima semana para, principalmente, consolidar a chapa ao governo de Minas Gerais. Além da disputa pelo Palácio Tiradentes, os chamados “nanicos” precisam definir os indicados para Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.  

Nesta semana, as legendas realizam reuniões internas para chegar a um consenso sobre os nomes para serem levados à convenção conjunta da frente, ainda sem data definida.

Alguns nomes conhecidos dos mineiros deverão reaparecer, como é o caso de Maria da Consolação (PSOL), que deverá ser a cabeça de chapa ao Executivo estadual. Maria foi candidata à Prefeitura de Belo Horizonte em 2012 e superou os 54,5 mil votos. “No dia 10, o PSOL vai definir em plenária o nosso indicado para a chapa da frente de esquerda, e meu nome está colocado”, destaca.

A pré-candidata cita ainda outros motes utilizados em 2012, como “radicalização da democracia” e “não ganho um real, estou na rua por um ideal”, em referência a não aceitar doações de empresas do setor privado. “Defendemos uma política participativa”, resumiu.

O presidente estadual do PSOL em Minas, Carlos Sampaio, explica que, apesar de o acordo final só ser oficializado em junho, o nome de Maria é forte. “As conversações estão bem adiantadas, e o nome dela é bastante consensual. Existe a possibilidade de Vanessa Portugal (PSTU) ser vice”, completou.

No PSTU, as possibilidades ainda estão abertas em relação aos indicados. Vanessa cogita até mesmo disputar uma vaga como deputada estadual ou federal. “Posso ser candidata a qualquer cargo, inclusive a deputada. Não existe uma exigência, uma pré-determinação em relação ao meu nome. Depende de como as coisas serão discutidas”, avaliou.

Vanessa também disputou a Prefeitura de Belo Horizonte em 2012, assim como Maria da Consolação, e também em 2008. Em 2010, ela entrou na briga para ser governadora do Estado. Neste ano, além de deputada e vice de Maria da Consolação, o nome dela foi cogitado para a vaga ao Senado pela frente de esquerda.

Debate. Em nível nacional, cada um dos “nanicos” tem candidatura própria à Presidência e, de acordo com o secretário político do PCB do Estado, Túlio Lopes, existe um acordo entre os que integram a frente para viabilizar essas campanhas em Minas. “É necessário garantir palanque para os três nomes nacionais. Não abrimos mão de ter essa garantia”, explicou Lopes, afirmando que o nome do partido ao Planalto é o professor Mauro Iasi.

Em Minas, o PCB deve lançar o professor Pablo Lima ao Senado. “Estamos otimistas em relação à formação da frente. Caso haja algum problema, teremos candidatura própria ao governo. Não vamos apoiar nem PT, nem PSDB”, enfatizou Lopes.

Polarização

Plano. A intenção de formar uma frente de esquerda foi oficializada em fevereiro, quando os três partidos divulgaram uma nota conjunta criticando a polarização entre PT e PSDB no Estado.

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