Museus mineiros criam formas de conectar coleções

iG Minas Gerais | Daniel Oliveira |


A banda Zimun se apresenta no Museu de Artes e Ofícios na quarta
PABLO BERNARDO
A banda Zimun se apresenta no Museu de Artes e Ofícios na quarta

Em Minas Gerais, o tema da 12ª Semana Nacional de Museus, “Coleções criam conexões”, inspirou as instituições ligadas à Superintendência de Museus e Artes Visuais do Estado a proporem uma interpretação literal da afirmação. As Casas realizarão troca de acervos, com o Museu Mineiro realizando uma exposição na Casa Alphonsus de Guimarães, em Mariana, por exemplo. Já o Museu Casa Guimarães Rosa, de Cordisburgo, vai oferecer uma oficina no Centro de Arte Popular da Cemig, na capital.

“Essas trocas vão criar a oportunidade de dar visibilidade aos acervos em outros ambientes e a públicos diferentes”, argumenta a superintendente Marcia Rennó. Para ela, a importância da Semana nas instituições do Estado não se reflete simplesmente no aumento de frequentadores, que tende a se estabilizar novamente após o fim da programação, mas também na geração de empregos. “São produtores, curadores e diversos profissionais da área que são mobilizados pelos eventos”, lista.

Ainda assim, Rennó admite que a questão do público, e de dar visibilidade aos museus, é o grande desafio enfrentado pela Superintendência. Além dele, o ritmo incrementado e agitado da Semana ainda deixa claro outro obstáculo encontrado pelas instituições locais: o de buscar programação de qualidade, já que a lei de incentivo ainda é uma das únicas fontes de financiamento dos museus.

Pegando carona na temática sobre coleções da 12ª Semana, o Encontro Estadual de Museus, que acontece entre os dias 26 e 28 de maio no teatro da Biblioteca Pública Luiz de Bessa, vai reverberar a discussão, abordando “Políticas de acervo: gestão, planejamento, documentação e conservação”. “O objetivo da Superintendência é oferecer assessoria para que todos os interessados em Minas possam fazer corretamente a gestão de seus acervos”, promete Rennó.

Já os museus da Fundação Municipal de Cultura conectam seus acervos na exposição “O Olhar: do íntimo ao relacional”. Com curadoria do professor da Escola de Belas Artes da UFMG Rodrigo Vivas, ela reúne peças do Museu de Arte da Pampulha, do Museu Histórico Abílio Barreto e também do Museu Mineiro. Aberta na última quarta-feira no próprio MAP, a exposição fica em cartaz até o dia 13 de julho, podendo ser visitada de terça a domingo, das 9h às 18h30.

No Museu de Artes e Ofícios, além do debate com Ângelo Oswaldo e Angela Gutierrez na noite desta terça, o projeto Ofício da Música recebe a banda Zimun na quarta. Na sexta, é a vez do Ofício da Palavra com a escritora mineira Ana Maria Gonçalves – sempre às 19h30.

Já Inhotim inaugura “Trajetos Possíveis”, o primeiro de uma série de materiais para o visitante. Com informações inéditas sobre o patrimônio artístico e ambiental do instituto, ele oferece ao público a possibilidade de construir seu próprio trajeto de visitação a partir de conexões que ele estabelece, escolhendo entre as pílulas de informação do material.

Em Ouro Preto, o Museu do Oratório oferece oficinas de artesanato durante toda a semana, além de uma coroação de Nossa Senhora e apresentações musicais na quinta e no sábado.

Programe-se

12ª Semana Nacional de Museus Quando. 12 a 18/5 Programação completa. www.museus.gov.br

Debate. Nesta terça, às 19h30, no Museu de Artes e Ofícios – Praça da Estação, s/nº, Centro

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