Clássico mineiro tem um dos piores públicos dos últimos 10 anos

Partida ficou marcada pelos erros de arbitragem, além de homenagens às mães, provocações ao goleiro Fábio e 'elogios' à beleza da bandeirinha Fernanda Uliana

iG Minas Gerais | ANTÔNIO ANDERSON |

Esportes - Belo Horizonte - MG
Jogo entre Atletico Mineiro e Cruzeiro valido pela quarta rodada do campeonato brasileiro serie A 2014 na Arena Independencia

FOTO: FERNANDA CARVALHO / O TEMPO 11.5.2014
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Esportes - Belo Horizonte - MG Jogo entre Atletico Mineiro e Cruzeiro valido pela quarta rodada do campeonato brasileiro serie A 2014 na Arena Independencia FOTO: FERNANDA CARVALHO / O TEMPO 11.5.2014

O mau momento do Atlético na temporada agravado com a ausência de jogadores importantes, como o zagueiro Réver, o meia Ronaldinho Gaúcho e o atacante Jô, contribuíram para que o público no clássico deste domingo fosse o menor dos últimos 10 anos. Pouco mais de 9.000 torcedores pagaram ingresso, número bem inferior aos 11.573, que em 2004 compareceram ao Mineirão na vitória alvinegra por 2 a 0, em jogo do Brasileirão.

Em 2010, aconteceu um clássico na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, mas o público não foi divulgado naquela oportunidade. Apesar de não comparecer em grande número ao estádio, o atleticano fez a sua parte para incentivar os jogadores. Antes da partida, quem acabou sofrendo com as provocações do torcedores foi o goleiro Fábio, que entrou em campo para fazer o aquecimento. Os alvinegros não perdoaram a não convocação do arqueiro celeste para a seleção brasileira.

Atitude diferente teve a torcida com a bandeirinha Fernanda Colombo Uliana, 23, musa da arbitragem no Campeonato Brasileiro. Em sua entrada no gramado, ele ouviu da Galoucura os gritos de “vem, vem para a Galoucura vem”. Os minutos que antecederam o início clássico também foram marcados por homenagens as mães atleticanas no telão da Arena Independência e os atletas alvinegros, puxados pelo capitão Leonardo Silva, entraram em campo acompanhados de mães atleticanas.

“Almocei mais cedo com a minha mãe e depois viemos eu e meu marido para o Independência. O Galo não vive um bom momento, mas não podemos deixar de apoiar. Tenho certeza que o time vai se recuperar”, afirmou a empresária Maria Francisca, 32, grávida de seis meses.

“É mais um atleticano para conviver com as glórias do nosso clube”, declarou. Os ídolos atleticanos não foram esquecidos pela torcida, que agitavam as bandeiras e gritavam os nomes dos jogadores antes do início do clássico. Os mais lembrados foram o goleiro Victor e o zagueiro Otamendi. Mas, mesmo antes de a bola rolar, os atleticanos pediam “queremos raça, do time todo”.

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