Rede Farmácias Pague Menos abre oito lojas em Minas Gerais

No varejo farmacêutico desde 1981, grupo de Fortaleza tem 674 unidades e 2º lugar no ranking

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Robusto. O presidente da Farmácias Pague Menos, Deusmar Queirós, que faturou R$ 3,72 bilhões no ano passado, alta de 14,5% ante 2012
Farmácias Pague Menos/divulgação
Robusto. O presidente da Farmácias Pague Menos, Deusmar Queirós, que faturou R$ 3,72 bilhões no ano passado, alta de 14,5% ante 2012

Com raciocínio rápido e despachado, o presidente da Farmácias Pague Menos – a segunda maior em vendas e lojas do país, de acordo com a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) – Deusmar Queirós, conta que Minas Gerais é um mercado com crescimento constante, ao menos na área de medicamentos. “Minas tem uma grande rede, que é a Araujo, mas ela é restrita à Grande BH”, compara o executivo da rede, com 674 lojas, nascida em Fortaleza, há 33 anos.

Enquanto aguardava o início do Fórum de Comandatuba (BA), Queirós contou que, em Minas, a Pague Menos está em várias cidades. “Temos lojas em Uberlândia, Uberaba, Araguari, Araxá”, lembra os nomes de algumas. A presença total é de 41 unidades. E neste ano, a marca inaugura mais oito – em Varginha, Belo Horizonte, Passos, Unaí, Paracatu, João Monlevade, Itapira e Caratinga. Para isso, o investimento no Estado será de R$ 20 milhões. “E como está a rede?”, pergunto. “Está bem, vamos abrir 80 lojas neste ano, vamos chegar no fim do ano com 730 lojas, faturamento de R$ 4,4 bilhões, crescimento em torno dos 18% ao ano”, dispara. E emenda: “Pra nós, não tem crise, nosso Brasil é diferente. Estamos em 265 municípios, somos a única rede presente em todas as unidades da Federação. Na média, o Brasil está muito bom”, avalia. Nesse entusiasmo, o megaempresário diz que não existe um volume máximo de lojas a atingir. “Não tem teto, o céu é o limite. Só que faltam líderes. Tem que crescer com a base de um grupo de líderes que lhe dê segurança de que a coisa está indo certo. Não adianta crescer se não for consolidado”, ensina. Queirós afirma que ainda dá para crescer bastante. “A Walgreens tem 8.000 lojas nos Estados Unidos, então, enquanto eu não tiver umas 4.000 ou 5.000 mil, eu não fico satisfeito. Eu só tenho 730, então tem um espaço grande, não tem limite. Quero abrir de 80 a cem lojas por ano”, planeja o arrojado executivo. Com cerca de 12 mil itens em cada farmácia, Queirós diz que o medicamento ainda representa 70% das vendas. “O outro é não medicamento, higiene e beleza”, enumera. O tíquete médio de quem vai a uma Pague Menos é em torno de R$ 50, com a visita de gente de todas as classes. “A doença é a coisa mais democrática que existe. Está no rico, no pobre, no branco, no preto; o velho, naturalmente, usa mais (medicamento)”, diz.

Capital IPO. Tão logo mude o humor do mercado para com o Brasil, a Pague Menos vai fazer IPO na Bolsa. “Nós estamos preparados. Em 2012 não deu, voltamos agora em 2016”, diz Deusmar Queirós.

Percepções Concorrência: De acordo com Deusmar Queirós, não é difícil concorrer com a mineira Drogaria Araujo – sexto lugar no ranking da Abrafarma –, porque a Pague Menos está no Brasil inteiro, onde existem 70 mil farmácias Inquieto: Enquanto não tiver de 4.000 a 5.000 unidades da Pague Menos, Queirós diz que não ficará satisfeito

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