O mais tradicional comemora

iG Minas Gerais | Thaís Pimentel |

Novidade.  Duke’n’Duke foi atraído para lá pela varanda, mas instalou-se no térreo do famoso Maletta
LEO FONTES / O TEMPO
Novidade. Duke’n’Duke foi atraído para lá pela varanda, mas instalou-se no térreo do famoso Maletta

Inaugurada em 1962, a Cantina do Lucas continua resistindo como um dos restaurantes mais tradicionais da capital e é tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural da cidade desde 1997.   

Ele serve uma média de 200 refeições por dia, sendo que a especialidade da casa é o Filé a Olímpio (filé fatiado, molho da casa, arroz com açafrão e champignon, batata palha e brócolis), em homenagem ao famoso garçom Olímpio Perez Munhoz, morto aos 84 anos, em 2003.

“A dedicação, o conforto, a tradição e a boa comida continuam atraindo muita gente. Já enfrentamos crise, principalmente com a chegada da comida a quilo, mas sempre nos recuperamos”, afirma Edmar Roque, proprietário do restaurante desde os anos 80. E completa: “Mas percebo que se as pessoas tivessem mais tempo, iriam preferir comer aqui. O tratamento é diferente, né?”

O cliente típico tem mais de 35 anos, quer sossego, um bom drinque e uma refeição farta. Mas ele não vara a noite, como acontecia no passado. “Antigamente, a casa ficava cheia até as duas da manhã. Hoje o forte mesmo é o almoço”, disse.

A frequência observada na Cantina do Lucas é bem diferente da observada na varanda.

“Os jovens ficam lá em cima, nos restaurantes alternativos”, conta Edmar, que se diz feliz com a retomada do segundo andar.

“Há cinco anos, aquilo ali estava morto. Entregue às moscas. Agora, vive lotado. As pessoas têm que entender que o Maletta é isso aí: uma reciclagem de pessoas mesmo”, opina.

Mesmo não sendo o alvo do público jovem, a Cantina do Lucas acaba aproveitando o aumento no movimento do Maletta para servir uma cervejinha ou um tira-gosto à rapaziada.

Aos 52 anos, o restaurante resiste e é parada obrigatória para quem quer conhecer e participar da história de Belo Horizonte.

“Nos períodos de crise, a Cantina sempre conseguiu manter o equilíbrio”, orgulha-se Edmar, que acredita que o famoso restaurante ainda tem fôlego de sobra para outras cinco décadas. 

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