Imóvel ocupado é negócio de risco

Quem compra também desembolsa taxas de cartório, imposto e comissão do leiloeiro

iG Minas Gerais | Queila Ariadne |

Com uma ideia na cabeça e um edital na mão, dá para fazer ótimos negócios em leilões. A vedete, que é a casa própria, pode sair até 50% abaixo do valor de mercado, se estiver ocupada. Entretanto, no geral, a margem gira em torno de 15% a 25% a menos do que o cobrado na praça, segundo estimativas do especialista em direito imobiliário Kênio Pereira.  

Mas para o negócio ser bom mesmo, o comprador tem que ter em mente algumas armadilhas das quais deve fugir. A mais preocupante é comprar um imóvel que ainda tem morador. Nesse caso, as despesas com uma ação de despejo correrão por conta de quem compra. “Se quem estiver no imóvel for um inquilino, deverão ser respeitados os prazos do contrato de locação”, alerta Pereira. “Outro problema é o ocupante provocar algum dano à propriedade”, destaca.

Os gastos com a remoção do morador devem ser considerados, caso o imóvel seja ocupado. Além das despesas tradicionais do imposto de transferência e taxas de cartório, o comprador tem que reservar 5% do valor do imóvel para pagar a comissão do leiloeiro. “Essa é normalmente a taxa cobrada, mesmo pela Caixa Econômica”.

Ainda na lista de despesas, o comprador tem que considerar o custo de possíveis reformas. Aliás, um erro comum de quem se empolga ao comprar um imóvel por menos do que ele vale é subestimar o valor de reparos. “Ainda tem quem compre um imóvel sem visitá-lo. O ideal é contratar um técnico para ver o que deverá ser reformado. Outra dica é chamar um corretor para avaliar o preço”, afirma Pereira.

A Caixa, embora seja referência, não é a única que faz leilões. Pereira explica que qualquer agente financeiro promove leilões dos imóveis que financia. “Bancos como Itaú, Santander, Bradesco, Banco do Brasil também promovem leilões de imóveis que foram penhorados pela falta de pagamento de empréstimos em geral, bem como qualquer outro credor, quando o devedor condenado em juízo se recusa a pagar o que o juiz determina, acaba motivando o processo de execução que gera a penhora e o leilão do bem móvel ou imóvel para quitar a dívida”, explica.

Quando o peso em ouro vale a pena A cada cem joias penhoradas na Caixa Econômica Federal, menos de duas vão a leilão. Mas quando vão, garantem preços bem interessantes, porque o comprador só paga pelo peso em ouro, ou seja, o trabalho do ourives, o design, não contam. No ano passado, a modalidade rendeu R$ 137,6 milhões em Minas Gerais, 18% a mais em relação a 2012. Para participar, basta fazer um cadastro na Caixa, para receber uma senha que será usada no dia do leilão. Os lances são virtuais. As joias podem ser previamente vistas na vitrine online, no site da Caixa.

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