Ponto de tortura será investigado

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |

Cinquenta anos depois, o ex-deputado pelo PTB Clodesmidt Riani vai poder ver oficializado o que ele mesmo viveu dentro do 12° Regimento de Infantaria (12° RI) do Exército. A unidade, que ocupa um quarteirão inteiro no Barro Preto, em Belo Horizonte, é alvo de uma sindicância que vai apurar maus-tratos e torturas em instalações oficiais das Forças Armadas.

O pedido, feito pela Comissão Nacional da Verdade e acatado pelos chefes das Forças Armadas, vai poder confirmar o que Clodesmidt conta. “Fiquei lá durante uns 30 a 40 dias. Eram umas 40 pessoas dormindo umas em cima das outras. Uma coisa horrível. Fui muito castigado. Da cela, ouvi um companheiro sendo torturado. Ele voltou com a cara toda ensanguentada. Nem todos voltaram”, relembra Clodesmidt, puxando as lembranças pelo fio da memória.

Além do 12º RI, a Comissão da Verdade pediu sindicância em outras seis instalações que serviram de centro de tortura. 

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