Correspondentes põem autoridades contra a parede

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |

Em qualquer que seja a oportunidade, os jornalistas estrangeiros tentam pressionar as autoridades nacionais acerca dos problemas brasileiros.  

Nas coletivas de imprensa com membros do Comitê Organizador Local (COL), do Ministério dos Esportes ou da própria Fifa, sempre que um jornalista de outro país pede o microfone, as perguntas questionam a situação dos aeroportos, a infraestrutura, os gastos públicos, a violência ou os estádios inacabados.

Nos últimos meses, cenas como essas se repetiram na Costa do Sauípe (BA), durante o sorteio do Mundial, e no seminário dos técnicos, em Florianópolis, quando planejamentos foram detalhados. Por falar bem inglês, o secretário executivo do Ministério do Esporte, Luís Fernandes, costuma assumir e articular as explicações. “Se as pessoas não tiverem uma visão mais generosa (em relação aos países em desenvolvimento), então, esses eventos se tornarão festas de homens ricos”, disse o secretário ao “The Independent”, da Inglaterra.

Embate. Na última semana, o secretário geral da Fifa, Jérôme Valcke, voltou a adotar um tom duro diante dos questionamentos sobre a Copa no Brasil.

“Vivemos um inferno, sobretudo porque no Brasil há três níveis políticos, houve mudanças, uma eleição”, desabafou Valcke. “A Copa será tranquila e não haverá abuso da polícia nem dos manifestantes”, disse o ministro Aldo Rebelo na última terça.

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