Duelo entre velhos amigos

Apesar da rivalidade entre os clubes, Marcelo Oliveira e Levir Culpi exaltam a amizade e o respeito

iG Minas Gerais | Bruno Trindade / Fernando Almeida e Thiago Prata |

Experiente. Levir já foi treinador do Cruzeiro e enfrentou Marcelo, em campo, como jogador do Galo
LINCON ZARBIETTI - 2.4.2014
Experiente. Levir já foi treinador do Cruzeiro e enfrentou Marcelo, em campo, como jogador do Galo

Eles se enfrentaram várias vezes na época em que eram jogadores. Mas no cargo de treinadores, o embate deste domingo, no Independência, será o primeiro entre os amigos Levir Culpi e Marcelo Oliveira, duas figuras que marcaram as histórias de Atlético e Cruzeiro.  

Criado e revelado na base alvinegra, Marcelo se tornou um dos principais nomes do Atlético nas décadas de 70 e 80, fazendo parte do esquadrão de 1977, que, numa das maiores injustiças do futebol, perdeu o título do Campeonato Brasileiro, de forma invicta.

Por conta de seu passado atleticano, foi execrado por boa parte da torcida cruzeirense quando foi contratado para ser o treinador da Raposa para 2013. Só que ele calou a boca dos críticos ao montar um ótimo plantel de jogadores e conquistar o Brasileiro do ano passado.

Já Levir defendeu os dois times em várias oportunidades. No Cruzeiro, conquistou vários títulos, como a Copa do Brasil de 1996, e o Mineiro de 1996 e 1998. No Galo, ficou marcado por recolocar o time na elite do futebol nacional, ao conquistar a Série B do Brasileiro de 2006. Pelo alvinegro, também faturou o Estadual de 1995 e 2007.

Nesta tarde, os dois irão se enfrentar naquela que pode ser considerada uma partida entre “o mestre e o discípulo”. “Tenho uma relação de amizade muito boa com o Levir. É uma das grandes amizades que eu fiz no futebol. Tenho por ele admiração e respeito. É um treinador que tem uma combinação de qualidades muito boas, competência no trabalho, muito correto, muito digno. Foi um espelho de quando comecei a trabalhar”, declarou Marcelo.

Levir retribuiu os elogios e apontou o amigo como um dos melhores técnicos do futebol moderno no país. “É um cara muito equilibrado, não perde a linha nas entrevistas. Eu o considero entre os melhores do Brasil”, afirmou o treinador alvinegro, que não gosta muito de se lembrar da época em que se enfrentavam como atletas.

“Apanhei do Marcelo como jogador. Foi o único cara que me driblou e eu fiquei deitado. Era craque”, disse.

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